Moraes avalia exame médico para Bolsonaro após queda, mas sem remoção imediata
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que não há necessidade imediata de remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal (PF) após ele sofrer uma queda e bater a cabeça.
Moraes solicitou à defesa de Bolsonaro o laudo médico do atendimento feito pela PF, além da indicação dos exames que pretendem realizar para avaliar se podem ser efetuados na sede da PF.
A defesa apresentou um pedido médico para realização de tomografia, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma, exames importantes para avaliação neurológica que, segundo os advogados, devem ocorrer em ambiente hospitalar especializado.
Segundo informações apuradas pelo O Globo, não foi acionado nenhum protocolo de urgência, pois Bolsonaro permaneceu em seu quarto após o acidente, sem comunicar ninguém. Durante a manhã, policiais que entraram no local notaram um machucado na testa do ex-presidente, que informou ter caído da cama e afirmou não precisar de ajuda.
Mais cedo, os advogados do ex-presidente tinham pedido autorização para que ele fosse levado ao hospital para realizar exames clínicos e de imagem.
Em resposta, Moraes citou nota da Polícia Federal que relatou terem sido constatados apenas ferimentos leves, sem necessidade de encaminhamento hospitalar, recomendando apenas observação.
O ministro ressaltou, porém, que a defesa tem direito à realização dos exames desde que sejam previamente agendados e haja indicação específica e comprovada necessidade, por isso pediu mais informações à defesa.
A informação sobre a queda foi inicialmente divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou que o ex-presidente teve uma crise de soluços durante o sono, caiu e bateu a cabeça em um móvel.
Créditos: O Globo