Política
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Moraes determina depoimento do presidente do CFM após nota sobre saúde de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (7) que a Polícia Federal ouça o depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) após a entidade emitir uma nota que questiona a assistência médica fornecida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No mesmo dia, o CFM solicitou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal a abertura imediata de uma sindicância para apurar o atendimento médico dado a Bolsonaro.

Porém, Moraes considerou essa ação ilegal e declarou que o CFM não possui competência para fiscalizar o caso. Na decisão, ele anulou a determinação do CFM para instaurar sindicância.

O ministro incumbiu a PF de colher o depoimento de José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM, no prazo de 10 dias.

Moraes afirmou que a medida do Conselho representa “claramente um desvio de finalidade, além da total ignorância dos fatos”. Ele ainda citou uma decisão anterior, de 22 de novembro do ano passado, que garantiu atendimento médico integral ao ex-presidente.

Em relação à queda de Bolsonaro, Moraes afirmou que a equipe médica da PF não identificou necessidade de remoção imediata do ex-presidente para um hospital.

“Não houve qualquer omissão ou inércia por parte da equipe médica da Polícia Federal, que atuou de forma correta e competente, conforme confirmado pelos exames realizados em Bolsonaro no Hospital DF Star, que não apontaram problemas ou sequelas relacionadas ao ocorrido na madrugada anterior”, explicou o ministro.

Além disso, Moraes ordenou que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao STF, em até 24 horas, todos os exames e laudos médicos feitos em Bolsonaro.

Créditos: CNN Brasil

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