Nobel de Química 2025 premia criação de estruturas metalorgânicas
O Nobel de Química de 2025 foi concedido aos cientistas Susumu Kitagawa, da Universidade de Kyoto (Japão), Richard Robson, da Universidade de Melbourne (Austrália), e Omar M. Yaghi, da Universidade da Califórnia, Berkeley (EUA), pela criação de estruturas metalorgânicas.
A Academia Real Sueca de Ciências anunciou os vencedores em Estocolmo, Suécia, na manhã de quarta-feira (8). Cada laureado receberá um diploma, uma medalha de ouro e uma parte do prêmio total de 11 milhões de coroas suecas, valor que equivale a cerca de R$ 6,3 milhões na cotação atual.
A química foi a área de maior interesse de Alfred Nobel (1833-1896), criador do prêmio, sendo o segundo prêmio mencionado em seu testamento. Nobel é conhecido também pela invenção da dinamite.
No ano anterior, o Nobel de Química foi dividido entre David Baker, Demis Hassabis e John Jumper, pelo uso de técnicas computacionais para projetar ou deduzir a estrutura tridimensional de proteínas, componentes essenciais nos organismos vivos.
Desde 1901, o prêmio de Química já foi concedido 117 vezes, tendo sido omitido em apenas oito ocasiões (1916, 1917, 1919, 1924, 1933 e entre 1940 e 1942). Ao todo, 198 pessoas receberam o prêmio, sendo que duas delas ganharam a honra em duas oportunidades: o britânico Frederick Sanger (1958 e 1980) e o americano K. Barry Sharpless (2001 e 2022).
Marie Curie (1867-1934) foi laureada duas vezes, em categorias distintas: Física (1903) e Química (1911). Linus Carl Pauling (1901-1994) também conquistou dois Nobels, em Química (1954) e da Paz (1962).
A filha mais velha de Marie e Pierre Curie, Irène Joliot-Curie (1897-1956), recebeu o Nobel de Química em 1935, compartilhado com seu marido Frédéric Joliot (1900-1958), que é o mais jovem laureado da categoria, aos 35 anos. O ganhador mais velho foi o alemão John B. Goodenough (1922-2023), aos 97 anos, em 2019.
Marie e Irène estão entre as poucas mulheres premiadas na categoria de Química, juntamente com outras poucas cientistas, como a egípcia Dorothy Crowfoot Hodgkin (1910-1994), que recebeu o prêmio sozinha em 1964.
Em 2020, o Nobel de Química foi inteiramente feminino, concedido à francesa Emmanuelle Charpentier, 56 anos, e à americana Jennifer Doudna, 61 anos, por pesquisas que abriram caminho para a edição genética usando a técnica Crispr-Cas9.
Créditos: Folha de S.Paulo