Saúde
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Nova variante da Covid BA.3.2 é confirmada em 23 países com maior escape imunológico

Nova variante da Covid BA.3.2 é confirmada em 23 países com maior escape imunológico

A variante BA.3.2 da Covid-19 foi identificada em 23 países e chamou a atenção por seu maior escape imunológico. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que não há provas de que essa variante cause sintomas mais graves ou que as vacinas atuais sejam ineficazes contra casos severos.

Detectada pela primeira vez na África do Sul, a BA.3.2 se espalhou posteriormente para países como Alemanha e Estados Unidos. A OMS enfatiza a importância de manter a vacinação atualizada para proteção contínua.

Essa nova versão do SARS-CoV-2, causador da Covid-19, já foi encontrada em pelo menos 32 países. Ela apresenta uma capacidade maior de evadir anticorpos do que as cepas predominantes atualmente, como a JN.1 e sua descendente LP.8.1, que são as principais alvos das vacinas.

A variante foi originalmente detectada em novembro de 2024, em uma criança de cinco anos na África do Sul. Após isso, casos foram registrados em Moçambique, Holanda e Alemanha, embora as incidências tenham se tornado menos frequentes até um aumento a partir de setembro do ano passado.

Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a presença da BA.3.2 cresceu, chegando a representar cerca de 30% dos vírus sequenciados na Dinamarca, Alemanha e Holanda. Em 11 de fevereiro, a cepa já havia sido identificada em 23 países, incluindo Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos. O Brasil ainda não confirmou casos dessa linhagem.

Nos Estados Unidos, a variante foi encontrada em amostras de viajantes provenientes do Japão, Quênia, Holanda e Reino Unido, além de amostras de esgoto de aeronaves e de 25 estados diferentes da federação.

A variante apresenta de 70 a 75 mutações na proteína Spike do vírus, a qual é crucial para a infecção das células humanas. As variantes JN.1 e LP.8.1 são as mais comuns hoje e direcionam as atuais vacinas, sendo que a OMS e a Anvisa decidiram que as futuras vacinas devem ser adaptadas à LP.8.1.

Segundo a avaliação da OMS em dezembro, a BA.3.2 tem um escape imunológico considerável em relação às variantes anteriores, mas não demonstra vantagens claras em crescimento sobre outras linhagens. Assim, permanece incerto se ela se tornará predominante.

Não há evidências de que a BA.3.2 cause doença mais grave ou elevação nas hospitalizações, internações em UTI ou mortes, em comparação com outras variantes da Ômicron. A OMS destaca a importância da vigilância contínua dessa linhagem devido ao seu elevado escape imunológico.

A principal recomendação para proteção continua sendo a manutenção da vacinação atualizada. No Brasil, desde 2024 a vacinação contra a Covid-19 é parte do calendário nacional para gestantes, idosos e crianças, com reforços periódicos recomendados para determinados grupos prioritários.

Gestantes devem receber uma dose a cada gravidez, idosos com 60 anos ou mais uma dose a cada seis meses, e crianças de seis meses a cinco anos têm esquemas primários específicos para as vacinas Moderna e Pfizer, sem indicação de reforço nesse grupo.

Grupos prioritários, como indígenas, trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades, têm um esquema especial de reforços, que pode ser anual ou semestral, conforme as condições do indivíduo.

Para a maior parte da população que não é gestante, idosa ou pertencente a grupos prioritários, não há recomendação para doses adicionais atualmente.

Créditos: O Globo

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