Internacional
09:08

ONU exige investigação independente sobre morte de mulher por agente de imigração nos EUA

A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou nesta terça-feira (13) uma investigação “rápida, independente e transparente” acerca do assassinato de uma mulher por um agente de imigração em Minneapolis, nos Estados Unidos.

O caso ocorreu na semana anterior e motivou diversos protestos em todo o país contra o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE), órgão responsável pela política repressiva anti-imigração do governo Trump. Renee Nicole Good, de 37 anos, morreu após uma abordagem do agente, que efetuou disparos contra ela.

Embora a ONU costume pedir apurações independentes sobre mortes e possíveis violações de direitos humanos globalmente, é incomum que se pronuncie sobre ocorrências dentro dos EUA, especialmente após o retorno de Donald Trump à presidência, que tem adotado uma postura crítica à organização.

Autoridades locais de Minneapolis acusam o governo Trump de impedir sua participação nas investigações sobre a morte de Renee, aumentando o conflito com o Departamento de Segurança Interna. Habitualmente, autoridades federais e locais colaboram para investigar casos de grande repercussão.

Na segunda-feira, o estado de Minnesota entrou com uma ação judicial contra a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, e outros funcionários do ICE para impedir o envio de mais agentes federais, seguindo ordens do presidente Trump.

No dia 7 de janeiro, o agente do ICE Jonathan Ross atirou em Renee Nicole Good durante uma operação em Minneapolis. Renee era cidadã americana, tinha 37 anos e era mãe de três filhos.

O governo Trump alegou que o agente disparou após a mulher tentar avançar com o veículo contra os agentes. Entretanto, imagens do ocorrido mostram a motorista tentando desviar.

A morte de Renee motivou manifestações em diversas cidades norte-americanas nos últimos dias.

Além de ser uma poetisa premiada e guitarrista amadora, residentes de Minneapolis relataram que Renee atuava como observadora legal das ações do ICE. O governo Trump, contudo, classificou-a como “terrorista doméstica”.

Kristi Noem, secretária do DHS e parte dos processados, defendeu os agentes afirmando que foram atacados ao tentar remover um veículo preso na neve. Em entrevista à CNN, ela acusou políticos democratas de incentivar a violência contra agentes de imigração e reiterou que Renee Good era considerada “terrorista doméstica” pela Casa Branca, ressaltando que o agente agiu em legítima defesa.

Créditos: g1

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