Operação Spare mira esquema do PCC que lavou R$ 450 milhões em motéis
Por Redação TV Globo e g1 SP — São Paulo
26/09/2025 05h02 Atualizado há 2 horas
Operação Spare é um desdobramento da Carbono Oculto, que mostrou operações do PCC dentro de fintechs do sistema financeiro da Faria Lima.
Segundo a Receita, recursos de origem ilícita eram inseridos no setor formal por meio de empresas operacionais.
Os investigados são suspeitos de utilizar postos, empreendimentos imobiliários, motéis e lojas de franquia como instrumentos para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Somente uma rede de cerca de 60 motéis e empresas hoteleiras movimentou mais de R$ 450 milhões entre 2020 e 2024.
Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santo André, Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco.
Uma operação realizada nesta quinta-feira (25) pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal revelou como operava um esquema da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavagem de dinheiro ilícito nos setores de combustíveis, motéis, franquias e jogos de azar.
A Operação Spare é um desdobramento da Carbono Oculto, que mostrou operações do PCC dentro de fintechs do sistema financeiro da Faria Lima. Segundo a Receita, recursos de origem ilícita eram inseridos no setor formal por meio de empresas operacionais.
Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (19 mandados), Santo André (2 mandados), Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco. Os investigados são suspeitos de utilizar postos, empreendimentos imobiliários, motéis e lojas de franquia como instrumentos para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
O g1 explica como a investigação descobriu o esquema do PCC para lavar dinheiro e como foi a operação.
Agentes da Receita Federal participam da Operação Spare desta quinta (25), em São Paulo. — Foto: Divulgação/Receita Federal
A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão; o Ministério Público detalhou os 25 alvos e suas funções no esquema.
Envolvidos com a empresa de investimento são:
A função da empresa no esquema criminoso, segundo o MP e a Receita Federal, era atuar como uma instituição de pagamento centralizadora e “buraco negro” para a lavagem de dinheiro de origem ilícita do PCC.
As defesas dos citados não foram localizadas até a última atualização desta reportagem.
Motéis são usados em esquema de lavagem de dinheiro do PCC. — Foto: Reprodução
A investigação faz parte da Operação Spare, deflagrada nesta quinta (25) e que mira o esquema ilegal da facção nos setores de combustíveis e de jogos de azar. Motéis e empresas hoteleiras movimentaram mais de R$ 450 milhões entre 2020 e 2024.
Créditos: g1