Política
21:08

Oposição pede tornozeleira e retenção de passaporte de Lulinha por risco de fuga

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), vice-líder da Minoria no Congresso, anunciou na terça-feira (13.jan.2026) que apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para aplicar medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido foi enviado ao ministro André Mendonça e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O documento conta também com as assinaturas do líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), do senador Eduardo Girão (Novo-CE), do relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e dos deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP).

A solicitação inclui a colocação de tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte de Lulinha, sob a justificativa do suposto risco de fuga do país. Van Hattem afirmou que Lulinha “está no Brasil e vai voltar para a Espanha, de onde ele veio e onde está residindo atualmente”.

O documento menciona uma possível ligação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, considerado o principal articulador das fraudes na Previdência. Segundo o deputado, Lulinha teria recebido uma mesada de R$ 300 mil nos últimos meses e anos do Careca do INSS.

Van Hattem também citou Roberta Luchsinger, que foi flagrada em interceptações da Polícia Federal orientando o Careca a enviar R$ 300 mil para Lulinha e que já está usando tornozeleira eletrônica. Conforme a PF, Roberta teve participação significativa nos negócios ilícitos de Antunes, utilizando empresas de fachada e tentando ocultar provas.

O deputado ressaltou que “é necessário que a justiça seja restabelecida no país”, justificando o pedido urgente ao STF para que o ministro André Mendonça e o procurador Paulo Gonet tomem as medidas de colocar tornozeleira e reter o passaporte de Lulinha para impedir sua saída do Brasil.

Ainda na mesma data, o advogado Jeffrey Chiquini, que defende Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentou um requerimento ao ministro André Mendonça solicitando a prisão preventiva de Lulinha.

Chiquini protocolou o pedido como uma solicitação técnica, separada de sua defesa a Filipe Martins, condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. O documento afirma haver “circunstâncias que afastam o caráter meramente especulativo das imputações e conferem densidade institucional às informações divulgadas.”

Créditos: Poder360

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