Internacional
09:07

Países que aceitaram o convite para o Conselho de Paz de Trump em Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira (22), em Davos, Suíça, o Conselho de Paz para Gaza, que também discutirá outros conflitos. Até o momento, 35 países aceitaram participar, entre mais de 50 convites enviados, embora apenas 22 tenham anunciado oficialmente a adesão.

O presidente americano ainda não obteve confirmações de nomes importantes convidados, como o presidente russo Vladimir Putin e o líder chinês Xi Jinping. Cerca de 60 líderes mundiais foram convidados para o órgão, inclusive o presidente Lula, que ainda não respondeu.

Os países interessados em um assento permanente no conselho devem pagar uma taxa de US$ 1 bilhão. Há preocupações na comunidade internacional de que o Conselho de Paz possa se tornar uma “ONU paralela”, enfraquecendo o papel da Organização das Nações Unidas.

Segundo documentos acessados pela Reuters, Trump teria mandato vitalício como presidente do conselho, que controlaria os recursos arrecadados. O governo brasileiro avalia a iniciativa com cautela, adiando uma resposta ao convite para integrar o conselho. Dúvidas sobre os objetivos, custos e destino dos recursos contribuem para a hesitação.

Fontes da diplomacia brasileira destacam que não está claro se os recursos seriam usados para a reconstrução de Gaza nem qual é a posição dos países que manifestaram interesse. Esta incerteza é usada para evitar uma resposta imediata.

Fatores políticos nacionais também influenciam a decisão. A atual gestão enxerga possível vantagem política ao demonstrar uma relação institucional mais estreita com Trump em comparação a gestões anteriores e valoriza o diálogo para evitar desalinhamentos dentro do BRICS, considerando a visão de países como China e Índia.

O anúncio do Conselho de Paz em Gaza foi feito pelo genro de Trump, Jared Kushner, que teve papel central na negociação do plano. A proposta e seus desdobramentos seguem sendo monitorados pela comunidade internacional, que ainda aguarda definições concernentes ao funcionamento e impacto do conselho.

Créditos: cbn

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