Pesquisa Quaest mostra empate técnico entre aprovação e desaprovação de Lula em outubro
Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada em 8 de outubro de 2025 revela que a aprovação ao governo do presidente Lula voltou a empatar tecnicamente com a desaprovação, considerando a margem de erro.
De acordo com o levantamento, 49% dos brasileiros desaprovam a administração petista, enquanto 48% aprovam. Este é o primeiro empate registrado desde janeiro do mesmo ano, quando a desaprovação era de 49% e a aprovação de 47%. A maior diferença entre aprovação e desaprovação ocorreu em maio, com 17 pontos percentuais de vantagem para a desaprovação (57% contra 40%).
A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 5 de outubro, com 2.004 entrevistados com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Análises regionais indicam que as variações nas taxas de aprovação e desaprovação ficaram dentro da margem de erro, sem mudanças significativas no cenário geral. Entre as mulheres, a aprovação ultrapassou a desaprovação, passando para 52% a 45%, revertendo o empate anterior.
Entre os homens, as variações ocorreram dentro da margem de erro, mantendo o quadro de maior desaprovação.
No grupo etário de 35 a 59 anos, houve inversão de posições: em setembro, 51% desaprovavam e 46% aprovavam; em outubro, 51% aprovam e 46% desaprovam, também com margem de erro de 3 pontos.
Para pessoas com 60 anos ou mais, os índices também permaneceram em empate técnico, com 50% de aprovação e 46% de desaprovação. No grupo de 16 a 34 anos, as diferenças foram pequenas e dentro da margem de erro.
Quanto à escolaridade, entre os entrevistados com até ensino fundamental, a aprovação aumentou, passando de 56% para 59%, enquanto a desaprovação diminuiu de 41% para 37%. Nas demais faixas de escolaridade, as alterações eram pequenas e mantiveram o cenário sem mudanças.
Em relação à renda familiar, os mais ricos (5 salários mínimos ou mais) apresentaram empate entre aprovação (45%) e desaprovação (52%), com queda da desaprovação em relação ao levantamento anterior. Nas classes de renda mais baixa, as taxas mantiveram a tendência de maior aprovação nos mais pobres e empate na classe média, dentro das margens de erro.
Religiosamente, os católicos voltaram a manifestar maior aprovação ao governo Lula, com 54% contra 44% de desaprovação. Entre os evangélicos, a desaprovação prevalece, com 63% contra 34% de aprovação.
Entre os beneficiários do programa Bolsa Família, a aprovação atingiu 67%, a maior do ano, enquanto a desaprovação ficou em 31%. Entre os não beneficiários, a desaprovação era de 53% e a aprovação de 44%, dentro da margem de erro.
O levantamento também incluiu perguntas sobre as relações do presidente Lula com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e questões econômicas, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, embora os resultados dessas perguntas específicas não tenham sido detalhados no resumo divulgado.
Créditos: g1