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Petro critica María Corina por buscar apoio de Trump, que chama de ‘criminoso’

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, responsável por seu partido Colômbia Humana de esquerda, criticou neste sábado (11.out.2025) a líder da oposição venezuelana María Corina Machado por buscar apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem chamou de “criminoso”.

Corina recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2025, concedido por um comitê norueguês, anunciado na sexta-feira (10.out.2025). Em seu perfil no X, ela dedicou o prêmio ao povo venezuelano e a Donald Trump, afirmando contar com o ex-presidente “agora mais do que nunca” para ajudar a Venezuela a alcançar liberdade e democracia.

Petro, que acusa Israel de genocídio em Gaza, compartilhou uma publicação de 2018 da própria María Corina que apresenta uma carta dirigida ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e ao ex-presidente argentino Mauricio Macri. Na carta, ela pede proteção internacional para combater o “regime criminoso venezuelano” ligado ao narcotráfico e terrorismo.

O presidente colombiano manifestou seu espanto por Corina buscar “ajuda de um criminoso”. Ele acrescentou: “Nestes anos de genocídio contra os quais lutei, percebi que os grupos políticos de extrema direita mundial, alinhados com Hitler, tornaram-se os únicos aliados do genocídio e de Netanyahu”.

Ao mencionar ataques da Marinha dos EUA a embarcações no Caribe, Petro questionou: “Como um genocida pode ajudar a construir a paz na Venezuela?”. A Casa Branca informou que tais ataques visaram embarcações usadas no tráfico de drogas entre Venezuela e Estados Unidos.

Petro também declarou que não tem a aprovação dos EUA devido às suas críticas pela falta de uma ação rápida para deter o genocídio em Gaza.

Ele afirmou que Trump conseguiu se distanciar um pouco de Netanyahu após avanços internacionais que possibilitaram interromper, por enquanto, o genocídio em curso.

Na noite do sábado (11.out), Petro publicou outra mensagem dizendo não defender Nicolás Maduro, mas questionando se María Corina pode se distanciar de Netanyahu e seus aliados “nazistas” e se é capaz de ajudar a evitar uma invasão em seu país e promover diálogo entre todos.

Petro assegurou que a Colômbia fará todo o possível para apoiar o diálogo entre venezuelanos e nunca uma invasão.

O presidente colombiano também já havia afirmado que Donald Trump o considera “uma raça inferior” e pediu em setembro na ONU a abertura de um processo penal contra Trump, acusando-o de ordenar ataques contra embarcações próximas à costa da Venezuela.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi responsável pela indicação de María Corina ao Prêmio Nobel da Paz.

A carta mencionada, publicada por María Corina em 2018, solicita proteção internacional para combater o regime vigente na Venezuela.

Créditos: Poder360

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