Petróleo fecha em queda com foco em oferta e cenário geopolítico global
Os contratos futuros do petróleo tiveram nova queda nesta quarta-feira, 7, influenciados por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a entrega de petróleo venezuelano, além de desenvolvimentos relacionados a um possível acordo de paz no Leste Europeu.
O petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o dia com queda de 2,00% (US$ 1,14), cotado a US$ 55,99 o barril. Já o Brent para março, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 1,22% (US$ 0,74), valendo US$ 59,96 o barril.
Os preços, que já vinham em queda desde a madrugada, continuaram a desacelerar após dados contraditórios sobre os estoques americanos. Pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE), os estoques de petróleo bruto diminuíram, mas os derivados, como gasolina e destilados, registraram alta muito acima do esperado.
No âmbito geopolítico, Trump anunciou na terça-feira que as autoridades interinas da Venezuela vão entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade e sancionado” aos EUA. Tal declaração ocorre num contexto de apreensão do mercado sobre uma possível superoferta e pressões de Washington para aquisição da Groenlândia.
Contudo, conforme Simon Lack, gerente de portfólio do Catalyst Energy, essa ação não aumentará o volume total de petróleo venezuelano disponível, apenas redirecionará o fornecimento. “A China, principal comprador, terá de substituir esses embarques. Isso não deve afetar significativamente os preços”, afirma.
Neil Crosby, analista da Sparta, comenta que os pequenos movimentos nos preços indicam que o mercado avalia como baixo o risco de um conflito maior entre os EUA e a Venezuela.
Paralelamente, Reino Unido e França afirmaram que poderão estabelecer centros militares pela Ucrânia, caso seja firmado um cessar-fogo com a Rússia. Embora isso seja visto como um avanço crucial para o acordo, especialistas do banco DnB destacam que pode ser uma condição inviável para Moscou.
Créditos: Infomoney