Política
08:11

PF cumpre mandados em nova fase da operação que apura fraudes no INSS

Na manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Federal (PF) realiza mais uma fase da operação “Sem Desconto”, que investiga descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Estão sendo cumpridos 66 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal. Esses mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, a ação tem como objetivo aprofundar as investigações para esclarecer crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Desde a revelação do esquema bilionário de fraudes, em abril, várias operações foram deflagradas. Na mais recente, em 12 de setembro, foram presos Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti.

O “Careca do INSS” atuaria como intermediário entre sindicatos e associações, recebendo recursos debitados indevidamente dos aposentados e pensionistas para repassar parte a servidores do INSS ou a seus familiares e empresas relacionadas.

Segundo a PF, pessoas físicas e jurídicas ligadas ao “Careca do INSS” receberam um total de R$ 53.586.689,10 diretamente das entidades associativas ou via suas empresas.

Maurício Camisotti é investigado como um dos beneficiários finais das fraudes envolvendo associações de beneficiários, mas nega as acusações.

Quando o esquema foi descoberto, as autoridades estimaram um prejuízo aproximado de R$ 6 bilhões envolvendo entidades representativas.

Em depoimento à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS no dia 25 do último mês, o “Careca do INSS” negou que suas empresas tenham envolvimento em fraudes.

Ele afirmou que começou a atuar na área em 2017 vendendo um aplicativo que oferecia serviços como descontos em farmácias e seguros de vida, mas negou ter recrutado associados ou acessado os sistemas do INSS.

Créditos: CNN Brasil

Modo Noturno