Notícias
20:05

Polícia investiga intoxicação por metanol em garrafas de bebidas falsificadas

A Polícia Civil de São Paulo investiga intoxicações causadas por metanol, substância usada na limpeza de garrafas de bebidas falsificadas, como uma possível causa de envenenamento que atingiu onze pessoas no Brasil. Segundo a investigação, quadrilhas de falsificação estariam utilizando o metanol para higienizar garrafas reutilizadas em fábricas clandestinas.

Garrafas originais de bebidas destiladas, como vodca, gin e uísque, são coletadas em bares e restaurantes e revendidas a essas fábricas. Durante o processo, o metanol seria empregado para limpar e desinfetar os recipientes, e se não forem bem lavados, as garrafas contaminadas conteriam produtos falsificados que provocam a intoxicação.

A polícia traçou a logística reversa das garrafas, partindo dos bares onde ocorreram os primeiros casos, passando pelas distribuidoras e chegando às fábricas clandestinas. Até o momento, não foram identificados responsáveis pelo esquema, nem foi descoberta a origem do metanol utilizado, que é um produto importado.

Além da hipótese principal de contaminação na limpeza das garrafas, as autoridades também investigam se o metanol está sendo usado para adulterar bebidas originais, aumentando o volume e os lucros.

Dados da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) mostram que o número de fábricas clandestinas interditadas no país aumentou de 12, em 2020, para 80 em 2024, indicando que uma instalação irregular é fechada em média a cada cinco dias.

Após o registro de mortes ligadas à presença do solvente em São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal, a Câmara dos Deputados acelerou a tramitação de um projeto de lei que pretende tornar crime hediondo a adulteração de bebidas alcoólicas ou alimentos.

Créditos: O Globo

Modo Noturno