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Polícia realiza operação para prender suspeitos da morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes

Nesta quarta-feira (17), a Polícia Civil conduz uma operação para capturar dois suspeitos relacionados à morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado em uma emboscada no litoral paulista.

O delegado Rogério Tomás, que conduz a investigação, confirmou que a Justiça de São Paulo já decretou a prisão temporária dos dois indivíduos identificados.

A operação é coordenada por equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

Mais cedo, mãe e irmão de um dos suspeitos prestaram depoimento à polícia, embora o conteúdo destes não tenha sido divulgado.

Além disso, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em residências na capital e em municípios da Grande São Paulo, conforme informado pela Secretaria da Segurança Pública.

Um dos suspeitos já esteve preso em uma ala controlada pelo PCC, conforme declarou o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo.

Outra linha de investigação considera que o ex-policial tenha sido alvo de uma emboscada motivada por desafetos ligados ao seu trabalho como secretário em Praia Grande, local do assassinato.

A Secretaria da Segurança Pública divulgou que dois envolvidos foram identificados, tiveram a prisão temporária decretada e que testemunhas e familiares estão sendo ouvidos. A pasta também informou que detalhes da operação serão preservados para proteger as investigações.

A execução de Ruy Ferraz Fontes, ocorrida em Praia Grande, reacendeu discussões sobre a segurança de autoridades que enfrentam o crime organizado. O crime foi registrado por câmeras de segurança.

Ruy Ferraz Fontes tinha 64 anos e foi responsável pela prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC. Também participou da criação da força-tarefa para capturar André Oliveira Macedo, o André do Rap.

Até o momento, não há suspeitas de envolvimento de Marcola, André do Rap ou outros membros da facção na morte do ex-delegado.

Créditos: g1

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