Premier australiano atribui ataque em Sydney à ideologia do Estado Islâmico
O premier da Austrália, Anthony Albanese, afirmou que o ataque que resultou em 15 mortos e mais de 40 feridos durante um festival judaico em Sydney foi provavelmente motivado pela ideologia do Estado Islâmico. Um dos atiradores, Naveed Akram, já havia sido monitorado pelos serviços de segurança em 2019 devido a suas conexões com um recrutador do grupo extremista.
Logo após o atentado, as autoridades investigavam se os atiradores tinham vínculos com o Estado Islâmico. Albanese declarou que a ideologia que inspira esse tipo de ataque existe há mais de dez anos e promove o ódio e a disposição para cometer assassinatos em massa.
Em 2019, Akram foi investigado por suas relações com Youssef Uweinat, que foi preso por aliciar menores para ataques. Durante as investigações, Akram não foi considerado suspeito, embora dois de seus conhecidos tenham sido acusados e presos. Albanese ressaltou que se Akram foi posteriormente mais radicalizado, este é um ponto a ser apurado.
No dia do ataque, Naveed e seu pai, Sajid Akram, abriram fogo contra uma multidão de aproximadamente mil pessoas que comemorava o festival judaico do Chanucá na praia de Bondi. O pai de Naveed morreu em um confronto com a polícia, enquanto Naveed está hospitalizado. Entre as vítimas, estão uma menina de 10 anos e um sobrevivente do Holocausto.
O atentado vem sendo tratado como terrorismo motivado por antissemitismo. Apesar das afirmações do premier, as investigações ainda não confirmaram provas concretas da ligação dos autores com o grupo extremista, embora ataques anteriores por “lobos solitários” frequentemente envolvessem juramentos de lealdade recentes ao Estado Islâmico.
Anthony Albanese enfatizou que o antissemitismo tem uma longa persistência e que a ideologia do Estado Islâmico, sobretudo desde 2015, tem radicalizado algumas pessoas a posições extremas, resultando em ações intoleráveis e odiosas.
Créditos: O Globo