Pressão cresce por nome feminino na vaga de Barroso no STF, aponta Planalto
O presidente Lula deve seguir o critério de confiança já utilizado na escolha dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino para nomear o substituto de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Jorge Messias, advogado-geral da União, desponta como o favorito para a vaga, e no Palácio do Planalto há o entendimento de que a indicação precisa ser feita rapidamente.
No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ministros do STF próximos a Lula pressionam pela escolha de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado. Essa disputa abre espaço para que uma mulher seja considerada como terceira opção na indicação, o chamado “tertius”.
Nesse contexto, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira ganha força como uma alternativa de confiança de Lula. Ela foi indicada por ele para o STJ em 2023.
A aposentadoria de Barroso, anunciada em 9 de outubro de 2025, abriu a vaga que precisa ser preenchida pelo presidente da República, com aprovação do Senado.
Além da possibilidade imediata, Daniela Teixeira também está cotada para a vaga da ministra Cármen Lúcia, que deve se aposentar até 2029. Isso cria uma percepção de que, em um próximo mandato de Lula, seria difícil justificar a não indicação de uma mulher para o STF.
Ao anunciar sua aposentadoria, Barroso declarou apoio filosófico à ideia de uma mulher ocupar sua vaga, mostrando abertura ao debate.
A pressão no Palácio do Planalto é para que a escolha seja rápida, evitando impasses e disputas internas.
Daniela Teixeira, além de ser nome de confiança, tem sua indicação pessoal por Lula como um fator que sustenta seu fortalecimento como candidata à vaga no STF.
Créditos: g1