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17:02

Professora da UFPR é agredida por homem que a chamou de lixo comunista

A professora Melina Fachin, diretora do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), foi vítima de agressão na última sexta-feira, 12, ao deixar a instituição em Curitiba. Um homem branco não identificado abordou a filha do ministro do STF Edson Fachin, chamou-a de “lixo comunista” e cuspiu em seu rosto. Até o momento, a identidade do agressor não foi confirmada.

O marido de Melina, o advogado Marcos Gonçalves, classificou o ato como “uma agressão covarde” e alertou que o episódio não deve ser entendido como isolado, mas sim como parte de uma escalada de violência física e política no país, especialmente contra pessoas ligadas a instituições democráticas.

De acordo com ele, o incidente pode estar ligado ao cancelamento pela UFPR da palestra “Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?”. O evento, previsto para terça-feira, 9, na Faculdade de Direito, foi suspenso após alertas relacionados à segurança. A tentativa de apoiadores de manter a palestra causou confrontos no campus e levou estudantes contrários à atividade a ocupar o prédio.

Professores da Faculdade de Direito da UFPR emitiram nota em solidariedade à diretora. Eles destacaram que divergências políticas e ideológicas são legítimas, mas nunca justificam agressões ou intimidações, reforçando a defesa do respeito, do diálogo e da liberdade acadêmica.

O Centro de Estudos da Constituição (CCONS), ao qual a professora integra, também repudiou o ataque. O centro afirmou que a violência física e verbal foi uma tentativa covarde de intimidação e um sintoma grave da intolerância que ameaça transformar a universidade em um espaço de silenciamento.

Na mesma linha, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB condenou a agressão e afirmou que “violência, intolerância e silenciamento não podem ter espaço, sobretudo em instituições de ensino superior”.

Créditos: Migalhas

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