Política
11:09

PSOL protocola notícia-crime contra Flávio Bolsonaro por incitação ao crime

Deputados federais do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) apresentaram neste sábado (22) uma notícia-crime contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusando-o de incitação ao crime, obstrução de Justiça, atos contra o Estado democrático de direito, promoção ou facilitação de fuga e colaboração com organização criminosa.

A ação criminal cita “ilícitos penais cometidos no exercício do cargo” e “manifestações públicas diretamente vinculadas à atuação política”, em referência a um vídeo onde Flávio Bolsonaro convoca cidadãos brasileiros a “lutar pelo seu País” durante uma vigília com orações pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em frente ao condomínio onde ele residia, em Brasília.

O PSOL argumenta que o conteúdo da convocação revela uma tentativa de usar apoiadores do ex-presidente para facilitar uma possível fuga e criar tumultos que poderiam obstruir ou dificultar a ação da Polícia Federal. A legenda ainda associa essas ações a um “modus operandi” característico da organização criminosa investigada, que mobiliza apoiadores para gerar confusão com objetivos pessoais e políticos.

O pedido deixa claro que não se trata de uma contestação ao direito à liberdade religiosa.

Assinam a representação os parlamentares Talíria Petrone, Chico Alencar, Glauber Braga, Henrique Vieira, Tarcísio Motta (Rio de Janeiro), Erika Hilton, Ivan Valente, Luiza Erundina, Luciene Cavalcante, Sâmia Bomfim (São Paulo), Célia Xakriabá (Minas Gerais) e Fernanda Melchionna (Rio Grande do Sul).

Em seu perfil no X, Flávio Bolsonaro publicou diversos posts afirmando que “oração não é crime” e compartilhou um vídeo comentando a repercussão da vigília e a prisão preventiva de Jair Bolsonaro.

Mais cedo, ele negou envolvimento em qualquer plano de fuga, afirmando que “se Bolsonaro quisesse fugir, ele nem teria retornado ao Brasil” e criticou a sentença que proíbe orações pelo ex-presidente e pelo país, incluindo pedidos ao padre para rezar um ‘Pai Nosso’ em carro de som, interpretados como manobras para facilitar uma fuga.

A reportagem tentou contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve resposta até a publicação da notícia.

Créditos: Correio do Povo

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