Política
19:31

Reações dos EUA e Itamaraty após condenação de Bolsonaro pelo STF

O subsecretário da Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, declarou na sexta-feira (12/11) que a condenação de Jair Bolsonaro representa “um novo marco fatídico na censura e perseguição do juiz Moraes, violador de direitos humanos, que mira Bolsonaro e seus apoiadores”.

Beattie publicou na rede X que o governo americano está lidando com o ocorrido com “a máxima seriedade”.

Também no X, o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, condenou o uso da lei como arma política, afirmando que, como advogado, diplomata e amigo do Brasil, sente dor ao ver o ministro Moraes desmantelar o Estado de direito e prejudicar as relações bilaterais.

Na quinta-feira à noite, logo após o Supremo Tribunal Federal condenar Bolsonaro e outros sete réus por golpe de Estado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou que os EUA darão “resposta à altura”.

Rubio também repetiu o presidente americano, Donald Trump, classificando o processo contra Bolsonaro de “caça às bruxas” e acusando o ministro Alexandre de Moraes de violações de direitos humanos e sanções.

O Itamaraty respondeu às declarações de Rubio afirmando que ameaças “não intimidarão” a democracia brasileira. Segundo o ministério, o Poder Judiciário agiu com independência, garantindo amplo direito de defesa na tentativa de golpe de Estado frustrada.

A pasta externa reitera que seguirá defendendo a soberania do Brasil contra interferências externas, destacando que as ameaças do secretário norte-americano não intimidarão a democracia nacional.

Antes dessas manifestações, Donald Trump comentou o julgamento brasileiro na Casa Branca, dizendo conhecer bem Bolsonaro e considerando o resultado “surpreendente”. Ele comparou a situação à sua própria experiência após os eventos de 6 de janeiro de 2021 em Washington, D.C., afirmando que “tentaram fazer o mesmo” com ele, mas não conseguiram.

Trump já havia criticado o Brasil e o governo Lula pelo que chamou de tratamento injusto a Bolsonaro, aplicando tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e sancionando o ministro Alexandre de Moraes, além de revogar vistos para membros do Supremo.

Na última semana, ele declarou estar desapontado com o Brasil, afirmando que mudanças radicais para a esquerda estão prejudicando o país gravemente.

Na sequência, o governo dos EUA aplicou a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, qualificando-o como “tóxico para empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso ao mercado norte-americano”.

Novas medidas eram aguardadas após a conclusão do julgamento contra Bolsonaro e seus aliados.

Créditos: BBC News Brasil

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