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22:32

Reações internacionais à condenação de Bolsonaro pelo STF

Líderes de países da América Latina e representantes internacionais reagiram à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil.

Gabriel Boric, presidente do Chile, destacou seu respeito pela democracia brasileira, afirmando que ela resistiu a uma tentativa de golpe e agora julga e condena os responsáveis. Ele acrescentou que, apesar das tentativas de destruição, a democracia brasileira saiu fortalecida.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou que todo golpista deve ser condenado, ressaltando que essa é a regra da democracia.

Por outro lado, Javier Milei, presidente da Argentina e aliado de Bolsonaro, não se pronunciou diretamente sobre a condenação. Sua vice, Vicky Villaruel, expressou inquietação com o fato de presidentes eleitos democraticamente terminarem presos.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil compartilhou declaração do vice-secretário de Estado americano Christopher Landau, que acusa o ministro Alexandre de Moraes de levar a relação bilateral ao ponto mais sombrio em dois séculos. Landau afirmou que não vê solução para a crise enquanto o Brasil deixar o destino dessa relação na mão de Moraes.

Na quinta-feira, o Itamaraty respondeu às declarações do secretário de Estado americano Marco Rubio, que acusou o ministro brasileiro de perseguição política e anunciou que os Estados Unidos dariam uma resposta à condenação. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que as declarações de Rubio ignoram os fatos e as provas apresentadas, e que ameaças não intimidarão a democracia brasileira.

O Itamaraty declarou que continuará defendendo a soberania do país contra agressões e tentativas de interferência, independentemente da origem.

A condenação de Bolsonaro ocorreu na quinta-feira (11), com sentença de mais de 27 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado em 2022. Além das penas privativas de liberdade, o STF determinou o pagamento conjunto de indenização de R$ 30 milhões. Alguns condenados perderam cargos e, no caso dos militares, podem ter suas patentes cassadas.

Cabe recurso da decisão, e as penas só poderão ser cumpridas quando a condenação for definitiva.

Créditos: g1

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