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Recolhidas 128 mil garrafas de vodca em operação contra metanol em São Paulo

Uma operação fiscalizatória contra bebidas alcoólicas adulteradas com metanol recolheu 128 mil garrafas de vodca em Barueri, na Grande São Paulo, nesta quarta-feira (1º).

A ação interditou três distribuidoras que venderam bebidas para o bar Ministrão, nos Jardins, Zona Oeste de São Paulo, interditado na terça-feira (30) por suspeita de uso de bebidas adulteradas.

Segundo o governo paulista, o lote lacrado só será liberado mediante apresentação de documentação à Secretaria da Fazenda.

Na operação desta quarta, fiscais visitaram quatro distribuidoras: duas em São Paulo e duas em Barueri. Três foram interditadas; em uma não havia atividade.

A investigação buscou identificar pontos de consumo das bebidas associadas a intoxicações.

Na capital, a Vigilância em Saúde interditou cautelarmente dois endereços da mesma distribuidora na Bela Vista: BBR Supermercado e BB Belbilar Bbidas, na Rua Conselheiro Ramalho, após a Polícia Civil recolher garrafas para perícia, algumas abertas.

Outro local interditado é uma distribuidora na Rua Joaquim Nunes Teixeira, Vila Plana, Zona Sul, sem nome divulgado.

Em Barueri, os galpões da GRF Distribuidora e da Brasil Excellance Comercial e Exportadora de Bebidas foram alvo da ação.

No galpão da GRF, o lote suspeito não foi encontrado, mas caixas de vários lotes foram recolhidas para análise e interditadas cautelarmente.

No endereço da Brasil Excellance, não foi constatada atividade, já que a distribuidora não opera ali há cerca de seis meses.

A GRF declarou que colaborou com as autoridades na investigação sobre a contaminação com metanol.

Até o momento, seis estabelecimentos foram interditados pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal.

Na terça-feira, a polícia interditou o bar Ministrão, na Alameda Lorena, Jardins, onde uma mulher de 43 anos ficou cega por provável intoxicação após consumir vodca adulterada.

O bar, frequentado para happy hour e refeições, foi fechado por risco iminente à saúde pública.

Em nota, o Ministrão afirmou que suas bebidas são de fornecedores oficiais e reconhecidos.

Posteriormente, os bares Torres, na Mooca, e outro em São Bernardo do Campo também foram interditados; o nome do segundo não foi divulgado.

O Torres Bar declarou estar colaborando integralmente e que seus produtos vêm de distribuidores confiáveis.

A designer Radharani Domingos, 43 anos, que teve cegueira após consumir vodca adulterada, recebeu alta da UTI e permanece internada, com a visão ainda comprometida.

Ela relatou que os sintomas começaram após beber em um local nobre durante aniversário e que precisou ser intubada após convulsões.

O metanol é um álcool simples, incolor e inflamável, tóxico em concentrações elevadas, usado industrialmente a partir do gás natural.

Embora presente em baixas quantidades na natureza, em doses maiores é altamente perigoso.

O Centro de Vigilância Sanitária recomenda atenção redobrada à procedência dos produtos em bares e estabelecimentos.

Sintomas da intoxicação incluem ataxia, náuseas, vômitos, cefaleia, convulsões e visão turva, especialmente após consumo de bebidas suspeitas.

Em caso de suspeita, a população deve buscar atendimento médico emergencial; o serviço pode ser localizado pela plataforma da prefeitura de São Paulo.

O Centro de Controle de Intoxicações oferece suporte pelo telefone (11) 5012-5311 e 0800 771 3733.

Créditos: g1 SP

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