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Repressão no Irã provoca morte de jovens promissores, diz ONG

A repressão violenta aos protestos no Irã resultou na morte de centenas de manifestantes, incluindo jovens promissores como a estilista Rubina Aminian, o fisiculturista Mehdi Zatparvar, o jogador de futebol Rebin Moradi e o adolescente Erfan Faraji. Grupos de direitos humanos têm destacado a brutalidade das forças de segurança, que também mataram menores de idade. Esse quadro gerou alarme internacional e denúncias de violações de direitos humanos.

Rubina Aminian, uma estudante de design têxtil e moda na Faculdade Shariati em Teerã, era influenciada pela diversidade étnica do país. Rebin Moradi, de 17 anos, era um jovem jogador de futebol em ascensão, enquanto Mehdi Zatparvar, de 39 anos, era fisiculturista campeão e mestre em fisiologia do esporte. Erfan Faraji recém-completara 18 anos quando foi morto. Todos foram baleados pelas forças de segurança durante os protestos.

Organizações de direitos humanos, incluindo a Iran Human Rights (IHR), confirmaram a morte de 648 manifestantes, sendo que nove deles eram menores de idade. A maioria das vítimas era composta por homens jovens e também foram identificadas seis mulheres entre os mortos. As mortes ocorreram em várias regiões em que os protestos aconteceram.

As autoridades do Irã também informaram sobre dezenas de membros das forças de segurança mortos, atribuindo a responsabilidade a manifestantes violentos e agentes externos que teriam transformado manifestações econômicas em atos de agitação política.

Mehdi Zatparvar, natural de Rasht, era uma referência em levantamento de peso e powerlifting, com títulos nacionais e internacionais entre 2011 e 2014. Ele foi morto a tiros durante os protestos.

Rubina Aminian foi baleada à queima-roupa nas costas na primeira grande noite de protestos em 8 de janeiro. Sua família, vinda de Kermanshah, identificou seu corpo junto a centenas de outros jovens mortos, mas não teve permissão para realizar cerimônias de luto e foi obrigada a enterrá-la às margens da estrada.

Erfan Faraji, morador de Rey, nos arredores de Teerã, foi morto a tiros pelas forças do governo em 7 de janeiro. Seu corpo foi identificado no necrotério de Kahrizak, onde dezenas de sacos mortuários geraram alarme internacional. Seu sepultamento ocorreu sem anúncios públicos.

Rebin Moradi, membro da principal liga juvenil de futebol da capital, foi baleado pelas forças de segurança e a família ainda aguarda autorização para ter posse do corpo. As mortes vêm provocando indignação e preocupação internacional diante da repressão oficial aos protestos populares no Irã.

Créditos: O Globo

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