Rio Bonito do Iguaçu lamenta vítimas do tornado em velório coletivo
Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, enfrenta um momento de luto e reconstrução após um tornado que deixou seis mortos. A cidade, com cerca de 13 mil habitantes, realizou um velório coletivo para as vítimas, entre elas a adolescente Julia Kwapis.
A cerimônia reuniu moradores no salão paroquial que resistiu aos ventos, que passaram de 250 km/h. A destruição causada pelo tornado marcou a cidade, mas os sobreviventes já pensam em reconstruir suas casas e suas vidas.
O velório deste domingo homenageou quatro das cinco vítimas que residiam no município: José Gieteski, de 83 anos; Claudino Paulino Risse, de 57; Jurandir Nogueira Ferreira, de 49; e Julia Kwapis, de 14 anos. Adriana Maria de Moura, de 47 anos, foi sepultada em outra localidade. A sexta vítima estava em Guarapuava, também atingida pela tempestade.
Roberto Kwapis, pai da adolescente, declarou que manterá “a certeza do amor que tinha” pela filha. Julia estava na casa de uma amiga quando o tornado atingiu a cidade. Ambas foram arremessadas pela força do vento, mas a amiga sobreviveu.
Conforme o governo do Paraná, mais de 780 pessoas receberam atendimento médico. Muitos residentes não estavam na cidade durante o tornado e agora lidam com as perdas materiais.
José Godoy, de 41 anos, contou que sua esposa, grávida de quatro meses, estava sozinha em casa e ficou assustada, tentando se proteger. Ele lamentou as perdas, mas se mostrou aliviado por encontrá-la viva. Ele afirmou que bens materiais podem ser recuperados, mas a vida não.
O governador Ratinho Jr. comunicou que a Assembleia Legislativa articula um projeto para liberar até R$ 50 mil por família para reconstrução. Uma força-tarefa com cerca de 200 engenheiros está avaliando as casas para definir quais podem ser recuperadas e quais terão de ser reconstruídas.
Doações de alimentos e mantimentos são coordenadas pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil para garantir o armazenamento adequado e evitar desperdício.
Créditos: O Globo