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Rio não registra casos confirmados de intoxicação por metanol em bebidas

Desde que ocorreram os primeiros casos de intoxicação por metanol em São Paulo, mensagens circulam nas redes sociais sobre supostas intoxicações no Rio de Janeiro. Até a noite de 3 de outubro de 2025, não houve confirmação oficial de nenhum caso no estado.

O g1 consultou as secretarias estaduais e municipais de Saúde, além das principais redes hospitalares privadas citadas nas denúncias, e todas negaram registros confirmados de intoxicação.

Muitas das mensagens relatam que pessoas que consumiram bebidas na região do Baixo Gávea, área boêmia da Zona Sul, teriam ficado cegas. Desde 1º de outubro, o g1 tentou contato com supostos intoxicados e seus familiares, mas não conseguiu confirmar nenhum caso.

Alguns autores das mensagens não responderam ao contato e, em outros casos, a fonte original da informação não foi localizada. Em tentativas de apuração junto aos envolvidos, as histórias não se confirmaram ou foram esclarecidas como incorretas.

O metanol é um álcool de uso industrial em solventes e outros, altamente tóxico se ingerido. Inicialmente, afeta o fígado, que o converte em substâncias prejudiciais que comprometem a medula, cérebro e nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e morte. Também pode causar falência pulmonar e renal.

Uma das denúncias afirma que a intoxicação já estaria no Rio, citando um paciente internado e cego no Américas Medical City. O hospital consultado negou qualquer caso de intoxicação por metanol.

Outros hospitais particulares também confirmaram ausência de registros. A Secretaria Municipal de Saúde informou que notificou os hospitais privados para reportar qualquer caso suspeito, mas nenhuma notificação foi recebida.

As mensagens levaram à ação da Vigilância Sanitária, que inspecionou vários estabelecimentos e recolheu amostras de bebidas com rótulos inadequados, mas até o momento não foi detectada a presença de metanol.

Estabelecimentos citados nas mensagens, como Brewteco e Bosque Bar, reforçaram seu compromisso com a segurança e qualidade, apresentando documentos e comunicados sobre seus processos.

O governo do Rio montou uma sala de situação para coordenar ações de saúde referentes ao metanol. O Instituto Estadual São Sebastião, na Gamboa, será referência para atendimento imediato de casos suspeitos.

A secretária estadual de Saúde, Cláudia Mello, orienta que pessoas com sintomas como visão turva, desconforto gástrico e gastrite após consumo de álcool devem procurar atendimento médico o quanto antes, ressaltando que os sintomas podem aparecer entre 12 e 24 horas após a ingestão.

O tratamento pode envolver antídotos específicos e deve ser realizado em ambiente hospitalar sob supervisão médica.

Créditos: g1

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