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11:08

Rio regulamenta fiscalização de bebidas após casos de intoxicação por metanol em SP

A Prefeitura do Rio aplicou uma regulamentação para fiscalizar fabricantes de bebidas alcoólicas, em resposta ao aumento dos casos de intoxicação por metanol registrados em São Paulo. O prefeito Eduardo Paes alertou sobre os riscos e recomendou cautela ao consumir destilados adquiridos de fontes não confiáveis.

Embora ainda não tenha sido registrado nenhum caso no Rio, o número de mortes suspeitas em São Paulo subiu para seis, com outros 31 casos possíveis esperando investigação, além de três óbitos em Pernambuco e um homem que ficou cego. “Não sabemos a dimensão dessa crise e é bom redobrar a atenção!”, afirmou o prefeito.

Paes ressaltou que determinou rigor máximo na fiscalização dos produtores de bebidas na cidade do Rio e aconselhou a população a evitar destilados de locais sem garantia de procedência segura.

Essa crise tem alterado os hábitos de consumo em São Paulo e no Rio. Na capital paulista, a situação criou um ambiente de desconfiança na boemia local. Em bairros como Vila Madalena e Pinheiros, clientes evitam coquetéis e destilados, preferindo bebidas com menor percepção de risco.

No Rio de Janeiro, a mudança ocorre desde a praia até a vida noturna. Em Copacabana, grupos levam suas próprias bebidas para evitar produtos duvidosos. Comerciantes e donos de bares divulgaram a confiança em seus fornecedores, divulgando parceiros e usando etiquetas para identificar a origem das bebidas.

A nova regulamentação inclui a fiscalização direta, anteriormente responsabilidade da União. O município pretende atuar sobre 67 fábricas, incluindo cinco de destilados, uma das quais está interditada.

A Associação Brasileira dos Promotores de Eventos, junto com a Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor, lançará uma cartilha sobre os erros comuns em bebidas adulteradas e orientará para o descarte correto das embalagens, recomendando rasgar o rótulo e separar a tampa ao jogar no lixo.

Créditos: O Globo

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