Internacional
18:08

Rússia afirma que Groenlândia não é parte natural da Dinamarca e comenta planos de Trump

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, defendeu indiretamente os planos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a Groenlândia, ao afirmar que a ilha não é “parte natural” da Dinamarca.

Trump tem citado preocupações com segurança nacional para justificar a intenção de anexar a Groenlândia, que é um território autônomo sob domínio dinamarquês, apontando Rússia e China como principais ameaças na região do Ártico.

Segundo a agência Reuters, em uma coletiva realizada em Moscou no dia 20 de janeiro de 2026, Lavrov declarou que a Rússia não pretende interferir nos assuntos ligados à Groenlândia e que o governo americano está ciente de que o Kremlin não planeja assumir o controle da ilha.

Ainda assim, ele endossou indiretamente as pretensões de Trump, que pressiona a Ucrânia a ceder parte de seu território para encerrar o conflito entre os dois países.

“Em princípio, a Groenlândia não é parte natural da Dinamarca, certo?”, questionou Lavrov.

“Ela não era parte natural nem da Noruega nem da Dinamarca. Trata-se de uma conquista colonial. O fato de os residentes atualmente estarem acostumados e se sentirem confortáveis é outra questão”, completou o chanceler russo.

Trump também tem utilizado argumento similar para justificar a anexação, dizendo: “Por que eles [os dinamarqueses] teriam um ‘direito de propriedade’, afinal? Não existem documentos escritos; há apenas registros de um barco atracando ali há centenas de anos, mas nós também tivemos barcos atracando naquela área”.

No fim de semana anterior, o presidente americano anunciou tarifas contra oito aliados contrários à anexação da Groenlândia: Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

A partir de 1º de fevereiro, os Estados Unidos cobrarão uma tarifa de 10% sobre todas as exportações desses países para o país, aumentando para 25% em 1º de junho, “até que seja firmado um acordo para a compra total da Groenlândia” segundo Trump.

Essa movimentação provocou reação negativa entre os países afetados, que estudam aplicar uma “bazuca comercial”, um conjunto de retaliações que pode incluir restrições ao acesso dos EUA aos mercados europeus e controles nas exportações.

Créditos: Gazeta do Povo

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