Sakamoto vê restrição de visto dos EUA a Padilha como tentativa de influenciar eleição de 2026
A restrição de visto dos Estados Unidos ao ministro da Saúde Alexandre Padilha foi interpretada como um sinal de que Washington pretende interferir nas eleições brasileiras de 2026, avaliou o colunista Leonardo Sakamoto na 2ª edição do UOL News – Canal UOL.
Esse episódio ocorreu pouco antes da Assembleia Geral da ONU e foi considerado pelo governo Lula como um abuso diplomático, além de evidenciar o agravamento das relações entre Brasil e Estados Unidos. Em resposta, o Brasil passou a discutir junto à ONU a possibilidade de transferir eventos oficiais para fora do território americano.
Segundo Sakamoto, tradicionalmente os EUA concedem vistos para que autoridades possam circular livremente em Nova York durante a Assembleia, reservando restrições apenas a países considerados inimigos. No entanto, Padilha foi tratado como se estivesse nessa mesma categoria, o que representa uma ofensa sob a ótica brasileira.
O colunista ressaltou que o governo Trump utiliza a Assembleia Geral da ONU como palco para sua política externa e interna, evidenciando que, para Washington, o Brasil passou a ser visto como um adversário estratégico.
Sakamoto também destacou que o pacote de restrições emitidas pelos EUA é um alerta claro de que o país pretende influenciar as eleições brasileiras do próximo ano. Ele apontou que, embora existam interesses comerciais e de grandes empresas de tecnologia em jogo, os Estados Unidos deixaram explícito que terão participação ativa no processo eleitoral.
Além disso, o colunista sugeriu que a ONU poderá ter que reconsiderar a permanência de sua sede em Nova York, caso as restrições diplomáticas dos EUA continuem avançando. Segundo ele, o governo americano tem criado problemas para várias agências e instâncias da organização internacional, o que pode motivar uma mudança futura da estrutura para outro país.
Créditos: UOL Notícias