São Bernardo investiga nova morte suspeita por intoxicação de metanol
A cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, registrou mais um caso suspeito de morte por contaminação de metanol em bebidas alcoólicas. A Secretaria Municipal de Saúde está investigando o óbito, que ainda não foi oficialmente notificado às autoridades estaduais.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Jean Gorinchteyn, trata-se de um homem de 45 anos que faleceu em casa na noite de terça-feira (30).
Além dessa morte, São Bernardo notificou três novos casos suspeitos de intoxicação por metanol para as autoridades do estado. Os três pacientes estão hospitalizados no Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo.
De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde nesta quarta-feira (1º), o total de casos suspeitos de intoxicação por metanol em São Paulo subiu para 25. Destes, 18 ainda estão em investigação e sete foram confirmados como intoxicação por metanol.
Excluindo este novo óbito ainda não notificado, o estado registra cinco mortes por suspeita de intoxicação por metanol: quatro casos suspeitos (três na capital e um em São Bernardo) e um confirmado na capital.
Diante da situação, o governo estadual estabeleceu um gabinete de crise e determinou a interdição cautelar de todos os locais onde foram identificados casos de consumo de bebidas adulteradas.
O metanol é uma substância tóxica, inflamável e de difícil identificação. Sua ingestão, inalação ou contato prolongado pode provocar náuseas, tontura, convulsões, cegueira e até a morte.
Criminosos falsificam bebidas de marcas famosas, como gin e vodca, acrescentando metanol ao conteúdo antes da comercialização. Nos últimos dias, as autoridades apreenderam 50 mil garrafas suspeitas de adulteração e 15 milhões de selos falsificados durante operações.
Em Brasília, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal abriu investigação para apurar a origem do metanol utilizado para adulterar bebidas em São Paulo. Segundo ele, a rede responsável pode atuar também em outros estados.
Créditos: g1.globo