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Seis homens são procurados por feminicídio no Rio Grande do Norte

Seis homens são procurados por feminicídio no Rio Grande do Norte

Um levantamento do g1 revela que seis homens são procurados por crimes de feminicídio no Rio Grande do Norte. Estes homens têm mandados de prisão emitidos pela Justiça que ainda estão pendentes, ou seja, deveriam estar detidos, mas permanecem em liberdade.

A pesquisa foi realizada com base no Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e abrange crimes ocorridos ao longo de mais de vinte anos, entre o final dos anos 1990 e 2023.

No Rio Grande do Norte, um dos procurados é Antonio Marcos Soares Nogueira, condenado definitivamente a 20 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Mércia Freire de Mendonça, sua vizinha em Mossoró, ocorrido em outubro de 2015. Antonio foi preso em janeiro do ano seguinte em Porto do Mangue, na Região Costa Branca do RN.

Além dele, outros quatro homens no estado têm mandados de prisão preventiva em aberto, o que significa que foram identificados como suspeitos e devem ser presos durante o processo judicial, ainda sem julgamento. Há também um mandado de recaptura ativo.

No âmbito nacional, um total de 366 pessoas são procuradas por crimes de feminicídio ou tentativa de feminicídio.

Esse cenário coincide com o aumento da violência contra mulheres. Em 2025, o Brasil alcançou um recorde no número de feminicídios, com 1.530 mulheres assassinadas, média de quatro por dia.

De acordo com a legislação, o feminicídio é caracterizado quando a mulher é assassinada por ser mulher. Este crime foi inserido na legislação brasileira em 2015 como uma modalidade de homicídio. Em 2024, uma nova lei classificou o feminicídio como um crime específico e ampliou as penas, que podem chegar a 40 anos de prisão.

Até o final de 2025, havia 307.738 mandados de prisão ativos no sistema do CNJ. Durante dois meses, o g1 acessou 293.419 mandados com auxílio de programação e filtrou 336 casos enquadrados como feminicídio.

Segundo juristas, advogados e policiais consultados, o principal desafio nesses casos não está na investigação do crime, mas no cumprimento das ordens de prisão.

“O número absoluto pode parecer pequeno para todo o Brasil, mas para nós que defendemos as mulheres, cada mandado representa uma mulher assassinada e uma família destruída”, afirmou uma especialista.

Ainda de acordo com especialistas, o volume expressivo de mandados de prisão preventiva indica que casos de feminicídio apresentam alta taxa de identificação dos autores, em contraste com outros crimes violentos.

Créditos: g1 RN

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