Sinalizadores podem ter causado incêndio mortal em bar na Suíça no Ano Novo
O incêndio que tirou a vida de 40 pessoas em um bar na Suíça durante as comemorações do Ano Novo pode ter sido provocado por fogos de artifício ou sinalizadores acesos dentro do local, informaram as autoridades nesta sexta-feira (2). A promotora do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, afirmou que tudo indica que o fogo começou com fogos de artifício ou sinalizadores colocados sobre garrafas de champanhe próximo ao teto, desencadeando um incêndio rápido e generalizado.
Enquanto seguem as investigações para identificar as 40 vítimas, muitas famílias ainda não têm notícias de seus parentes. Nas redes sociais, há diversas postagens com fotos, descrições das roupas e apelos por informações sobre o paradeiro de seus entes queridos. A promotora destacou que grandes esforços foram mobilizados para identificar as vítimas e entregar seus corpos às famílias o mais rápido possível, mas o chefe da polícia local, Fréderic Gisler, alertou que esse processo pode levar alguns dias.
Além das mortes, 119 pessoas ficaram feridas, das quais cerca de 50 foram ou serão levadas a centros especializados em tratamento de queimaduras graves em outros cantões suíços, segundo Mathias Reynard, presidente do governo regional de Valais. Pelo menos 80 feridos estão em estado crítico.
O fogo começou por volta das 1h30 GMT de quinta-feira, 1º de janeiro (21h30 de quarta em Brasília), no bar Le Constellation, em Crans-Montana, um local frequentado principalmente por jovens turistas que festejavam a chegada do Ano Novo. As autoridades ainda não confirmaram o número exato de pessoas presentes no bar, que tem capacidade para pelo menos 300 pessoas, distribuídas em dois andares, um deles subterrâneo.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o começo do incêndio no teto, com um jovem tentando apagá-lo usando um grande pano branco, enquanto outras pessoas próximas filmavam e continuavam a dançar. O presidente da Suíça, Guy Parmelin, que assumiu o cargo na quinta-feira, qualificou o incidente como “uma calamidade de proporções sem precedentes e aterrorizantes”.
As autoridades acreditam que muitos estrangeiros estejam entre as vítimas, mas ainda não divulgaram identidades. Entre os feridos confirmados estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, um bósnio, um belga, um luxemburguês, um polonês e um português. Uma célula de crise foi criada no centro de convenções de Crans-Montana para apoiar e orientar as famílias.
Créditos: Jovem Pan