Política
15:06

Suspeita de fraude no Banco Master envolve fundos da Reag e R$ 11,5 bilhões

A nova suspeita de fraude envolvendo o Banco Master está relacionada ao uso de fundos da Reag DTVM, uma empresa do setor financeiro que é alvo da operação Carbono Oculto. Esta operação investiga a máfia dos combustíveis e suas conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o Banco Central (BC), essa nova suspeita de crime, comunicada ao Ministério Público Federal (MPF) em 17 de novembro de 2025, envolve aproximadamente R$ 11,5 bilhões.

De acordo com a investigação do BC, esses fundos teriam sido utilizados para fazer aportes de capital no Banco Master, garantindo a continuidade de suas operações ao longo dos últimos meses do ano.

O BC identificou que os recursos estavam ligados a ativos de baixa liquidez e, na realidade, possuíam valor bem inferior ao registrado nas transações, indicando que não correspondiam ao montante declarado.

As operações, segundo técnicos do Banco Central repassados ao MPF, seguiam um modelo básico: empresas relacionadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou a pessoas próximas dele, utilizavam fundos administrados pela Reag. Esta última está sob investigação da Polícia Federal devido à suspeita de lavagem de recursos do crime organizado.

O blog teve acesso a trechos da “Notícia de Fatos” enviada pelo BC ao MPF, onde constam informações importantes sobre o caso.

Em um trecho, o documento revela que o Banco Master, entre julho de 2023 e julho de 2024, realizou operações estruturadas de crédito corporate totalizando R$ 11,5 bilhões, apresentando alta exposição a clientes e desrespeitando os princípios de seletividade, garantia, liquidez e diversificação de riscos.

O Banco Central aponta que o Master não gerenciou adequadamente os riscos de crédito e liquidez desses ativos aplicados em fundos.

Técnicos indicam que essa conduta foi proposital para impedir a redução dos valores ao seu real valor de mercado. O valor superfaturado foi então usado para justificar os aportes de capital exigidos pelo BC no banco.

Em resposta ao Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central justificou a liquidação do Banco Master com base no esgotamento de soluções de mercado, identificação de situação econômico-financeira crítica que impediria o cumprimento das obrigações do banco e na verificação de irregularidades graves com indícios de crimes que afetavam o valor dos ativos e comprometiam a solvência do conglomerado.

O blog tentou contato com o Banco Master para obter sua posição sobre a notícia encaminhada pelo Banco Central ao Ministério Público a respeito dos indícios da nova fraude, mas não obteve retorno das assessorias do banco nem de Daniel Vorcaro até o momento.

Créditos: g1

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