Técnico de enfermagem suspeito de mortes no Hospital Anchieta atuou em UTI pediátrica após crimes
O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, suspeito de ter causado a morte de três pacientes no Hospital Anchieta, no Distrito Federal, chegou a trabalhar em uma UTI pediátrica de outra instituição após os crimes, conforme revelou a Polícia Civil.
Marcos Vinícius, de 24 anos, foi demitido durante a apuração interna realizada no hospital, antes mesmo da abertura do inquérito policial. As mortes suspeitas ocorreram entre 17 de novembro e 1º de dezembro.
No dia 11 de janeiro, quando foi preso, ele já estava empregado na UTI infantil. Outras duas técnicas de enfermagem, que possivelmente auxiliaram nos crimes, também foram detidas.
De acordo com o delegado responsável, Marcos trabalhou aproximadamente um ano no Hospital Anchieta e tem cinco anos de experiência na área da saúde.
Para cometer os homicídios, o técnico utilizou o login de médicos do hospital para prescrever um medicamento. Ele buscou o remédio, preparou-o e o escondeu em seu jaleco, aplicando de forma irregular na corrente sanguínea das vítimas, o que resultou em suas mortes.
As técnicas de enfermagem suspeitas teriam dado apoio para ocultar os crimes. Imagens de câmeras de segurança mostram que elas vigiaram as portas para garantir que o técnico aplicasse o medicamento sem ser interrompido.
Ainda conforme a Polícia Civil, o técnico fez massagem cardiacapor algumas vítimas para simular tentativas de reanimação. Em um dos casos, envolvendo um paciente de 75 anos, ele chegou a aplicar desinfetante diversas vezes na veia do paciente.
As investigações indicam que os suspeitos são investigados por homicídio qualificado, caracterizado por circunstâncias agravantes como crueldade.
A Polícia Civil prendeu Marcos Vinícius e as outras duas técnicas no último dia 11, cumprindo também mandados de busca em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás. Uma segunda fase da operação ocorreu em 15 de janeiro, com apreensão de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.
As autoridades continuam averiguando se houve outros casos semelhantes no Hospital Anchieta ou em outras unidades onde Marcos atuou.
Créditos: g1