Tornozeleira de Bolsonaro alerta ao se aproximar de embaixadas em Brasília
A tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro foi programada para enviar alertas caso ele chegasse próximo às embaixadas e consulados estrangeiros na Asa Sul, em Brasília.
Essa área foi classificada como zona de exclusão, significando que Bolsonaro não poderia se aproximar desses locais. A decisão, de julho e assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, justificava essa medida pelo risco de fuga.
Na manhã de sábado (22), o aparelho sinalizou um alerta quando Bolsonaro passou pela região das embaixadas sendo conduzido pela Polícia Federal para a delegacia. O equipamento também emitiu um alerta quando ele saiu de casa.
Embora os alertas tenham disparado, não foram considerados violações, pois os deslocamentos ocorreram sob escolta da Polícia Federal.
A residência de Bolsonaro é uma zona de inclusão, em que ele deve permanecer. Em contrapartida, as embaixadas e consulados são zonas de exclusão, às quais seu acesso foi proibido.
Após a substituição da tornozeleira violada na meia-noite, o novo equipamento contabilizou dois alertas na madrugada e manhã de sábado: quando Bolsonaro deixou sua casa às 6h20 e, dez minutos depois, ao passar próximo às embaixadas.
Na decisão que decretou a prisão preventiva de Bolsonaro, Moraes destacou que o ex-presidente planejava fugir para a embaixada da Argentina, pretendendo pedir asilo político durante investigações do processo da trama golpista.
O ministro também citou que esse risco é reforçado pela possibilidade de Bolsonaro tentar repetir a estratégia de fuga via uma embaixada aliada.
Além disso, mencionou o precedente de aliados do ex-presidente, como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, que deixaram o país para tentar escapar de decisões judiciais.
Créditos: g1