Internacional
12:09

Trump anuncia captura de Maduro e plano para administrar Venezuela

Jefferson Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou em uma coletiva de imprensa no sábado de manhã em seu resort Mar-a-Lago que as forças americanas haviam capturado com sucesso o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa durante uma operação noturna em Caracas.

Trump informou que uma equipe formada pelo secretário de Estado Marco Rubio, pelo secretário de Defesa Pete Hegseth e venezuelanos assumiria o controle do país em crise. “Vamos administrar o país até que seja possível fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”, declarou.

Embora não esteja claro o que exatamente significa “administrar o país”, essa promessa representa uma mudança abrupta na postura do presidente, que fez campanha contra guerras prolongadas e criticou anteriores tentativas dos EUA de mudança de regime, prometendo uma política externa “America First”.

Trump mostrou otimismo e afirmou que seu governo tem um histórico perfeito de vitórias, prometendo recrutar empresas americanas do setor de energia para reconstruir a infraestrutura venezuelana em colapso, gerando recursos para a reconstrução e beneficiando a população.

Ele também não descartou o envio de tropas americanas à Venezuela para apoiar os esforços, afirmando que “não temos medo de enviar tropas terrestres… ontem já as enviamos”.

Durante a coletiva, Trump afirmou que a operação avança suas prioridades de “America First”, garantindo a segurança regional dos EUA e uma fonte estável de petróleo. Rebatizou a Doutrina Monroe como “Doutrina Donroe” e declarou que “a dominância americana no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionada”.

A decisão de capturar Maduro gerou críticas e preocupações globais. O Ministério das Relações Exteriores da China publicou uma nota de choque e condenação sobre o que chamou de ataque imprudente contra uma nação soberana. Parlamentares republicanos e democratas demonstraram opiniões divergentes, com alguns destacados republicanos apoiando a ação e críticos destacando riscos para a política internacional e para os princípios constitucionais dos EUA.

Trump afirmou não ter informado o Congresso antes da operação por receio de que informações fossem vazadas. Ele descreveu a ação militar como um “ataque espetacular” e “uma das demonstrações mais impressionantes, eficazes e poderosas da força e da competência militar americana na história dos Estados Unidos”.

Agora, Trump aposta que seu governo poderá estabilizar a Venezuela, um país com décadas de turbulência política e econômica, enquanto observa a região com atenção quanto às reações à nova política externa americana.

Créditos: BBC

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