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Trump anuncia governo provisório para Gaza com lideranças internacionais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou em 16 de fevereiro a criação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), com o objetivo de promover uma transição na região palestina rumo à estabilidade institucional, reconstrução e governança temporária.

De acordo com comunicado oficial da Casa Branca, o NCAG ficará sob a liderança do engenheiro civil palestino Ali Sha’ath, cuja missão será restaurar serviços públicos essenciais, reconstruir as instituições civis e estabilizar o cotidiano em Gaza, além de estabelecer as bases para um governo autossustentável a longo prazo.

Para assegurar a execução do plano presidencial, Trump formou o Conselho da Paz, composto por especialistas em diplomacia, desenvolvimento, infraestrutura e estratégia econômica.

Entre os membros indicados estão o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, e os empresários Jared Kushner e Marc Rowan. A comunicação entre o NCAG e o Conselho da Paz ficará a cargo do político búlgaro Nickolay Mladenov, ex-parlamentar europeu.

Cada integrante do conselho terá responsabilidade sobre áreas essenciais para a estabilização e reconstrução de Gaza, como fortalecimento institucional, relações regionais, atração de investimentos e mobilização de recursos financeiros.

Segundo a imprensa israelense, o Conselho da Paz terá mandato de até cinco anos e deverá atuar inicialmente a partir de el-Arish, na Península do Sinai, Egito. A proposta administrativa é inspirada em experiências internacionais de transição, similares às vividas em Timor Leste e Kosovo.

Embora Tony Blair detenha experiência política e contato com Israel e países árabes, sua aceitação entre os palestinos é incerta. Ele comandou o Reino Unido entre 1997 e 2007 e foi um aliado importante dos EUA durante a invasão do Iraque em 2003.

A participação palestina está prevista, ainda que não esteja definido se haverá um representante vinculado diretamente à Autoridade Palestina, liderada atualmente por Mahmoud Abbas.

Créditos: Revista Oeste

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