Internacional
17:04

Trump apresenta plano de paz para Gaza com anistia ao Hamas e supervisão dos EUA

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, declarou em 29 de setembro que apoia o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.

Netanyahu afirmou que o plano representa um passo crítico para acabar com a guerra na região e avançar na paz no Oriente Médio. A declaração foi dada após uma reunião dos líderes na Casa Branca.

Trump disse acreditar que, se o Hamas aceitar a proposta, a guerra terminará imediatamente. Ele ainda mencionou que, caso o grupo se recuse, Israel terá seu total apoio para agir contra o Hamas.

Um representante do Hamas informou que ainda não recebeu o documento por escrito com as propostas apresentadas por Trump.

Netanyahu reforçou que a eliminação do Hamas ocorrerá caso o grupo não concorde com o plano, podendo ser feita de forma pacífica ou por meios mais difíceis.

Pouco antes da coletiva, a Casa Branca divulgou os 21 pontos do plano de Trump. Entre eles, Trump será presidente do “Conselho da Paz”, um órgão que supervisionará o governo futuro de Gaza, formado por tecnocratas palestinos. Também incluirá o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Segundo Trump, os países da região, incluindo Síria, Líbano e Arábia Saudita, estão mais próximos do que nunca de alcançar a paz verdadeira.

O presidente também expressou a esperança de que o Irã possa participar do acordo, estabelecendo boas relações diplomáticas com Israel, e mencionou as manifestações em Israel que pedem sua intervenção para encerrar o conflito e garantir a libertação dos reféns.

Trump criticou os ataques israelenses que atingiram mesquitas e hospitais, classificando-os como uma forma terrível de combate.

Quanto à criação do Estado Palestino, Trump ponderou contra a decisão da maioria dos países, incluindo o Brasil, que apoiaram a resolução na Assembleia-Geral da ONU. Destacou que Netanyahu se opõe ao Estado palestino, respeitando sua posição, mas reafirmou a importância das ações do premiê para Israel.

O plano americano prevê que Gaza seja temporariamente governada por um comitê palestino apolítico e tecnocrático, formado por especialistas palestinos e internacionais qualificados. Esse comitê cuidaria dos serviços da faixa de Gaza até que a Autoridade Palestina implemente as reformas necessárias e reassuma o controle efetivo da região.

O conselho de supervisão, liderado por Trump e outros chefes de Estado como Tony Blair, também será responsável pela estrutura e financiamento para a reconstrução de Gaza.

Além disso, o plano propõe anistiar membros do Hamas que aderirem à proposta, facilitando sua saída da região. Gaza deverá ser desmilitarizada e a população incentivada a permanecer para a reconstrução, sem força de remoção forçada.

O Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos emitiu um comunicado com uma oração judaica expressando gratidão após o anúncio do presidente americano.

Na Assembleia-Geral da ONU, Trump comentou a falha de seu teleprompter durante o discurso, dizendo que acabou falando do coração.

Antes do anúncio, Netanyahu e Trump ligaram para o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman, com Netanyahu pedindo desculpas pelo ataque ocorrido em Doha no início de setembro e afirmando que tal incidente não deverá se repetir, segundo comunicado da Casa Branca.

Créditos: Folha de S.Paulo

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