Trump autoriza operações secretas da CIA e avalia ataques terrestres na Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou em 15 de junho que autorizou a CIA a realizar operações secretas na Venezuela, conforme reportado pelo New York Times. Trump revelou que seu governo estuda possíveis ataques terrestres contra cartéis venezuelanos como parte de uma campanha para pressionar o presidente Nicolás Maduro.
Questionado sobre a autorização para eliminar Maduro, Trump evitou uma resposta direta, classificando a pergunta como ridícula, mas afirmou que a Venezuela está sob pressão.
Sobre operações recentes realizadas em águas internacionais próximas à Venezuela, Trump declarou que o mar está bem controlado e que agora o foco está na terra.
Foram realizados cinco ataques por tropas americanas contra embarcações venezuelanas suspeitas de transportar drogas, resultando em 27 mortos. Na última ação, um barco associado a redes narcoterroristas foi destruído enquanto passava por uma rota conhecida de organizações de tráfico.
O governo dos EUA acusa Maduro de liderar o Cartel de los Soles e oferece US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura. Maduro é apontado como envolvido com grupos criminosos como Tren de Aragua e Cartel de Sinaloa e dirige o cartel há mais de uma década.
A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, informou sobre a apreensão de US$ 700 milhões em ativos ligados a Maduro. Em resposta às tensões, o líder venezuelano mobilizou 4,5 milhões de milicianos chavistas como estratégia de segurança, intensificando o alerta para uma possível movimentação militar americana.
Navios de guerra americanos, incluindo USS Gravely, USS Jason Dunham, USS Sampson, o destróier USS Lake Erin e o submarino USS Newport News, estão atuando na costa venezuelana desde o mês anterior, acompanhados por aviões de vigilância.
Após o furacão Erin, três contratorpedeiros do grupo Anfíbio de Prontidão retornaram à região, podendo ser utilizados tanto para operações de inteligência quanto para ataques em terra, segundo fonte anônima à Reuters.
Além disso, o avião Poseidon P-8, da Marinha dos EUA, opera a partir de San Juan e realiza voos para monitorar a movimentação de semissubmersíveis usados no tráfico de drogas entre Venezuela e México. Um Boeing E-3 Sentry também está presente na região para localizar alvos de interesse.
Outra reportagem do New York Times revelou que Maduro tentou negociar recursos naturais do país para aliviar a pressão dos EUA. Ele ofereceu concessões econômicas amplas a empresas americanas de energia e mineração em troca de uma trégua política, incluindo abrir projetos de petróleo e ouro, redirecionar exportações vindas da China e romper acordos com China, Irã e Rússia.
A proposta foi rejeitada pela Casa Branca, e o secretário de Estado, Marco Rubio, liderou a linha-dura contra Maduro, identificando-o como foragido da Justiça americana. Recentemente, o governo Trump formalizou o rompimento das relações diplomáticas com Caracas.
Créditos: Veja