Trump avalia compra e uso das Forças Armadas para adquirir Groenlândia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou esta semana a possibilidade de adquirir a Groenlândia, um território autônomo pertencente à Dinamarca.
Além do potencial impacto geopolítico e o possível abalo à Otan, aliança militar que inclui EUA e Dinamarca, Trump também cogita a compra da Groenlândia.
Surpreendentemente, segundo o direito internacional, um país pode adquirir um território de outro, embora com condições que tornam essa prática rara e complexa.
A população da Groenlândia e a Dinamarca são contrárias à mudança de soberania, especialmente devido aos recursos minerais e hidrocarbonetos sob o gelo ártico.
Historicamente, a última compra territorial ocorreu no século XIX, quando os EUA compraram as Filipinas da Espanha.
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a compra é a opção preferida de Trump, mas diante da recusa da Dinamarca e da Groenlândia de venderem o território, Trump também considera possibilidade de ação militar.
O primeiro-ministro da Dinamarca, Múte Egede, declarou que “A Groenlândia não está à venda e nunca estará”.
Protestos locais contra os EUA também refletem a rejeição à proposta.
Aliados de Trump tentam iniciar negociações com o governo groenlandês, segundo o ex-chefe de gabinete do Conselho de Segurança Nacional, Alex Gray.
Legalmente, a Dinamarca não se considera proprietária plena para vender a Groenlândia.
Washington estudou oferecer compensações financeiras entre US$ 10 mil e US$ 100 mil para cada um dos aproximadamente 57 mil habitantes, visando obter apoio para um plebiscito.
Pesquisas locais indicam que a maioria deseja independência da Dinamarca, mas não quer integrar os EUA.
Os Estados Unidos também buscam ampliar sua presença militar no Ártico com aprovação local, para aumentar vigilância no Atlântico e no Ártico.
Tal movimentação dependeria do aval da Otan, que atualmente enfrenta tensões internas relacionadas às intenções de Trump sobre a Groenlândia.
Dada essa conjuntura, é improvável que os parceiros europeus da Otan aceitem concessões aos EUA no momento.
Créditos: g1