Internacional
18:07

Trump considera nova ação militar israelense em Gaza se Hamas descumprir acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (15) que poderá permitir que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reinicie a ação militar na Faixa de Gaza caso o Hamas não cumpra sua parte no acordo de cessar-fogo.

Em entrevista à CNN, Trump afirmou que as forças israelenses poderiam voltar às ruas de Gaza “assim que eu disser”. Ele ressaltou que a situação com o Hamas será resolvida rapidamente.

Os comentários acontecem em meio a acusações de Israel de que o Hamas não cumpre o acordo referente à entrega dos reféns vivos e dos corpos dos que morreram, que foi firmado para encerrar os combates na região.

O Exército israelense informou que, dos quatro corpos entregues pelo grupo armado na terça-feira (14), um não pertence a nenhum refém. Mesmo assim, Trump destacou que a libertação dos reféns vivos é um ponto fundamental, ressaltando a importância de retirar os 20 reféns.

Questionado sobre o que ocorreria caso o Hamas se recusasse a se desarmar, Trump disse que está considerando o assunto e que Israel retornará às ruas de Gaza assim que ele autorizar. Segundo ele, Israel entraria para enfrentar o Hamas, se possível, mas teve que ser contido. Trump também mencionou ter discutido o assunto com Netanyahu, a quem chamou pelo apelido “Bibi”.

Após a libertação dos reféns, conflitos violentos surgiram entre o Hamas e grupos rivais, incluindo uma execução pública. Trump já havia alertado que o Hamas precisa se desarmar, caso contrário, será desarmado pela força.

À CNN, declarou que o Hamas atualmente está eliminando gangues violentas e que está investigando possíveis execuções de palestinos inocentes, sem descartar que possa se tratar de gangues.

O plano de paz dos Estados Unidos, que inclui 20 pontos, prevê um futuro em que o Hamas não tenha qualquer papel na governança de Gaza, que deverá ser desmilitarizada e ficar sob monitoramento independente. Contudo, o governo americano reconhece que ainda é necessário avançar no trabalho para o futuro da região, considerando que o acordo que permitiu a libertação dos reféns é apenas uma etapa inicial deste processo.

Trump demonstrou otimismo quanto às perspectivas de paz em Gaza a longo prazo, citando o forte apoio de 59 países ao acordo de cessar-fogo, referência feita a uma cerimônia no Egito que formalizou um documento intitulado “Acordo de Paz Trump” ou manifestações de apoio internacional.

Ele destacou que nunca houve uma mobilização similar e comentou sobre o desejo dos países em fazer parte dos Acordos de Abraão, mencionando que o Irã deixou de ser um problema nessa conjuntura.

Ainda na entrevista, Trump comentou que segue empenhado em buscar o fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem visita marcada à Casa Branca para sexta-feira (17).

Ao refletir sobre as duas frentes de conflito, Trump comparou a duração das guerras, apontando que a situação no Oriente Médio já dura cerca de três mil anos, enquanto a Ucrânia vive conflito de três anos, ressaltando a dificuldade em se alcançar a paz no Oriente Médio.

Por fim, Trump dedicou parte da conversa para criticar a imprensa, questionando uma entrevista recente do vice-presidente JD Vance no canal ABC News, e expressou desejo que a CBS News adote postura mais justa, sem igualdade com a Fox News, mas ouvindo ambas as partes.

Créditos: CNN Brasil

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