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Trump considera visitar Faixa de Gaza após avanço em negociações de paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que poderá visitar a Faixa de Gaza durante uma possível viagem ao Oriente Médio, caso seja fechado um acordo entre Israel e o Hamas.

Trump declarou na Casa Branca que a visita à região poderia acontecer no próximo sábado (11). Enquanto isso, negociadores de Israel e Hamas realizam no Egito uma rodada de diálogos para tentar concluir um acordo.

“Ainda não decidimos exatamente. Eu provavelmente irei ao Egito, onde todos estão reunidos, mas ainda preciso conversar com as pessoas”, disse Trump.

Na terça-feira (7), data em que o conflito completou dois anos, o presidente americano declarou que um acordo para terminar a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza estava “muito próximo”.

“Estamos muito próximos de um acordo no Oriente Médio. Assim que um acordo sobre Gaza acontecer, faremos todo o possível para garantir que todos o cumpram”, afirmou Trump ao responder perguntas de jornalistas, acompanhado do premiê canadense Mark Carney.

Na quarta-feira, Trump participou de uma mesa-redonda sobre o movimento Antifa, considerado “organização terrorista” pelo governo americano. Após o evento, ele comentou ter recebido um bilhete de seu secretário de Estado, Marco Rubio, informando que os últimos detalhes do acordo estavam sendo finalizados e que sua participação era solicitada.

Segundo a Associated Press, o bilhete referia-se à aprovação de uma publicação em rede social.

Essa não foi a primeira vez que Trump demonstrou otimismo sobre o possível fim da guerra em Gaza. Ele afirmou estar “muito perto” de um acordo horas antes de apresentar, ao lado do premiê de Israel Benjamin Netanyahu, uma proposta de paz de 20 pontos na semana anterior.

Trump ampliou o otimismo quando o Hamas anunciou na sexta-feira anterior que aceitaria liberar todos os reféns israelenses de uma só vez.

O anúncio ocorre no momento em que negociadores de Israel e Hamas realizam negociações indiretas no Egito para finalizar o conflito segundo o plano de Trump. Israel concorda com a proposta, mas apresenta resistências em alguns pontos, enquanto o Hamas concorda em libertar todos os reféns, vivos e mortos, mas requer mais discussões sobre outros termos.

Até a terça-feira, as partes mantinham um tom cauteloso diante das negociações, com pouco consenso e desconfiança mútua.

Ainda é prematuro afirmar que a guerra está próxima do fim. A comunidade internacional vê na proposta uma esperança para pelo menos um cessar-fogo de curto prazo, embora ainda existam obstáculos.

O plano em debate surgiu após outras tentativas de cessar-fogo realizadas no início da guerra, em 2023, e no começo deste ano, que duraram apenas algumas semanas e não garantiram estabilidade na região.

Créditos: g1

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