Internacional
04:03

Trump e a complexa negociação que possibilitou o acordo de paz em Gaza

O acordo de paz que encerra a guerra em Gaza e possibilita a libertação de reféns, mantidos por dois anos, foi resultado da convergência de diversos fatores, tanto positivos quanto negativos, típicos de conflitos.

A força militar de Israel, por exemplo, e sua decisão de aceitar a morte de dezenas ou até centenas de civis para eliminar lideranças do Hamas, diminuíram o apoio de aliados tradicionais ao país. Isso influenciou o momento em que Donald Trump impôs um ultimato a Benjamin Netanyahu para pôr fim à situação.

Acima de tudo, o próprio Trump demonstrou interesse em encerrar o conflito, resgatar os reféns e buscar um acordo que pudesse conduzir a uma solução mais duradoura para a região. Embora possa ter motivos pessoais, como o prêmio Nobel da Paz, poucos teriam merecido tanto esse reconhecimento.

Caso Trump compareça à cerimônia de assinatura no Egito, será recebido com glórias comparáveis às dos antigos faraós. Apesar das críticas que isso possa suscitar, é inegável que apenas ele, com seu instinto para negociações e desejo por reconhecimento, conseguiu usar a autoridade dos Estados Unidos para alcançar esse consenso.

Durante o dia, o nome de Deus foi invocado repetidamente, e de forma significativa, inclusive por aqueles que não são religiosos. Este é um momento em que o bem prevalece sobre diversos males já ocorridos, um dia para celebrar, pois dá esperança a povos que hoje alcançam o que antes parecia impossível – um feito que só Trump viu como realizável. Como ele mesmo afirmou, que Deus abençoe os pacificadores.

Créditos: Veja

Modo Noturno