Trump e Zelensky se reúnem na Flórida para tentar acordo de paz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá neste domingo (28) o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na cidade de Palm Beach, Flórida, às 15h (horário de Brasília), numa tentativa de concluir um acordo de paz que encerraria quase quatro anos de guerra provocada pela invasão russa à Ucrânia.
Na véspera da reunião, a Rússia intensificou ataques contra Kiev e outras regiões do país com lançamentos de mísseis balísticos e drones, resultando em pelo menos uma morte e 27 feridos, segundo autoridades ucranianas.
Zelensky, que já está em Miami, afirmou que a reunião deve tratar de acordos de segurança e econômicos, além de “questões territoriais”, já que Moscou e Kiev continuam em desacordo sobre o futuro da região do Donbas, no leste da Ucrânia.
Em resposta aos ataques, o presidente ucraniano declarou: “Queremos paz, mas a Rússia demonstra o desejo de continuar a guerra. Se a Europa e a América estiverem ao nosso lado, juntos deteremos o presidente russo, Vladimir Putin”.
Na sexta-feira, Zelensky afirmou que o rascunho do plano de paz com 20 pontos discutido pelos negociadores está “cerca de 90% pronto”, um otimismo alinhado a avaliações americanas após reunião em Berlim no início do mês.
Os Estados Unidos concordaram em oferecer à Ucrânia garantias de segurança similares às concedidas a países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), após Zelensky manifestar disposição em desistir da adesão à aliança militar desde que o país receba proteção equivalente.
O encontro visa ajustar os detalhes finais do plano de paz e avançar em um acordo bilateral entre EUA e Ucrânia, possivelmente com assinatura. Trump afirmou que a reunião “vai correr bem” e que Zelensky “não tem nada até eu aprovar”, indicando seu papel como mediador central.
Neste domingo, Trump conversou por telefone com Vladimir Putin, classificando a conversa como “boa e muito produtiva”.
Zelensky está otimista ao dizer que “muito pode ser decidido antes do Ano Novo”, mas ressalta a necessidade de posições firmes para evitar manipulações russas.
Este encontro é visto como um passo crucial para um potencial avanço diplomático no final de 2025, dependendo da resolução das disputas territoriais e da aceitação russa.
Créditos: g1