Internacional
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Trump elogia libertação de presos na Venezuela e cancela 2ª onda de ataques

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou nesta sexta-feira (9) a libertação de prisioneiros políticos pelo governo interino da Venezuela, qualificando o ato como “um sinal de paz”.

Trump afirmou que, devido à cooperação da nova presidente Delcy Rodríguez, ele decidiu cancelar uma segunda etapa de ataques planejada para o país. A primeira etapa, ocorrida no final de semana anterior, envolveu uma operação militar dos EUA em Caracas com o objetivo de capturar Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, resultando em cerca de 100 mortos, conforme o governo venezuelano.

A liberação dos presos políticos foi anunciada na quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, que pediu que o gesto fosse interpretado como uma boa vontade do novo governo.

Os prisioneiros começaram a ser libertados já na quinta-feira, entre eles a ativista venezuelana com cidadania espanhola Rocío San Miguel e o ex-candidato à presidência Enrique Márquez.

Trump também mencionou que a indústria petroleira irá investir pelo menos US$ 100 bilhões (aproximadamente R$ 540 bilhões) na Venezuela, e que irá se reunir com executivos do setor na Casa Branca no mesmo dia.

Além disso, Trump reiterou que os Estados Unidos iniciarão “em breve” ataques terrestres contra cartéis de drogas, sem detalhar locais ou alvos específicos, mas comentou que os cartéis estão controlando o México, lamentando a situação do país.

A libertação dos prisioneiros políticos, mantidos desde o regime de Maduro, era uma exigência constante da oposição venezuelana. O anúncio foi feito por Jorge Rodríguez, líder chavista e irmão da presidente Delcy Rodríguez, que assumiu após o sequestro de Nicolás Maduro pelos EUA no último sábado (3).

Jorge Rodríguez agradeceu o apoio de figuras como o ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o regime do Qatar, que auxiliaram o povo venezuelano na defesa do direito à vida plena e autodeterminação. Não foi confirmado se Lula, o governo brasileiro ou outros agentes políticos estiveram diretamente envolvidos nas negociações.

Rocío San Miguel, detida desde 9 de fevereiro de 2024 e mantida na prisão de segurança máxima Helicoide, foi libertada na quinta-feira, conforme confirmado pelo governo espanhol. Ela havia sido acusada de conspirar para assassinar Nicolás Maduro.

Outro preso político que deve ser libertado é Enrique Márquez, detido desde o início de 2025.

Créditos: g1

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