Internacional
12:07

Trump faz discurso em Davos com ataques a aliados e plano para Groenlândia

Na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, em Davos, na Suíça, ocorreu um discurso longo do presidente dos EUA, Donald Trump, marcado por soberba, insultos a governos aliados e ameaças veladas.

Trump desconsiderou a liturgia do cargo e criticou duramente líderes europeus. Ele afirmou gostar da Europa, mas afirmou que o continente não está seguindo o caminho correto, destacando que alguns locais na Europa estavam “irreconhecíveis.” Essas declarações referiam-se à aposta europeia em fontes renováveis, que ele acredita terem reduzido a produção de energia, e à entrada de imigrantes.

O tema mais esperado foi a Groenlândia, um território da Dinamarca que os EUA planejam anexar. Trump fez ameaças veladas, citando um ataque à Venezuela ocorrido duas semanas antes.

Sobre a crise causada por sua própria ambição, Trump alegou que a Dinamarca não tem capacidade para garantir a segurança da Groenlândia. Ele declarou respeito pela população da Groenlândia e pela Dinamarca, porém disse que nenhum país além dos EUA está apto a manter a segurança no território.

O presidente lembrou que a Dinamarca foi derrotada “em seis horas” pela Alemanha nazista em 1940 e não conseguiu proteger a Groenlândia, sendo os EUA que intervieram. Depois da guerra, os EUA devolveram a Groenlândia à Dinamarca, o que ele chamou de “estupidez”, e agora criticou a ingratidão dinamarquesa.

Trump declarou que pretende negociar a compra da Groenlândia, como já ocorreu com o Alasca e a Louisiana. Ele afirmou que não deseja usar a força e está apenas solicitando o território. Embora os EUA possam legalmente fazer essa aquisição, a Dinamarca não quer vender a Groenlândia.

Em mais uma ameaça velada, ele disse que se a Dinamarca aceitar, os EUA ficarão satisfeitos, mas se não, os americanos irão se lembrar.

Além dos recursos naturais como terras raras e minérios, o discurso alinhou-se à National Security Strategy de novembro, demonstrando que Trump considera a Groenlândia um ativo estratégico essencial em um possível conflito com Rússia ou China.

Créditos: GauchaZH

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