Trump lança Conselho da Paz com adesões e rejeições de países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou na quinta-feira (22), o “Conselho da Paz”, iniciativa que convidou cerca de 60 países a participar. Até o momento, 23 países aceitaram o convite, enquanto seis recusaram. Entre os primeiros a aderir estão nações alinhadas a Trump, como Argentina e Israel. Já países europeus manifestam preocupação com a iniciativa. O Brasil ainda está avaliando a proposta.
O Conselho da Paz foi criado por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza, podendo futuramente atuar em outros conflitos internacionais.
O Canadá teve seu convite cancelado por Trump após desentendimentos com o primeiro-ministro Mark Carney no Fórum Econômico Mundial.
Nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o mundo enfrenta um momento político “muito crítico” e criticou o Conselho da Paz de Trump, dizendo que a Carta da ONU está sendo “rasgada”. Lula ressaltou que, ao invés de corrigir a ONU, com a inclusão de novos países como México, Brasil e países africanos, Trump propõe a criação de uma nova ONU, como se fosse seu dono exclusivo.
Fontes apuraram que o Brasil não tem pressa para responder ao convite de Trump e que a expectativa é que o governo envie pedidos de esclarecimentos técnicos sobre possíveis falhas jurídicas no estatuto do conselho.
O governo Lula tem a intenção de utilizar esse debate para defender uma reforma imediata do Conselho de Segurança da ONU durante a Assembleia Geral da organização prevista para setembro.
Diplomatas consideram o plano de Trump um reflexo da falência do sistema multilateral atual, destacando que o novo órgão ganha apoio devido à ineficiência do Conselho de Segurança da ONU em resolver crises como a de Gaza.
Outros países também manifestaram-se: Espanha e Alemanha recusaram o convite para participar do Conselho da Paz, enquanto o Brasil ainda não respondeu oficialmente.
Créditos: G1