Política
18:06

Trump propõe cidades americanas como campos de treinamento para tropas em resposta a ‘invasão interna’

Em reunião com lideranças militares dos EUA, o presidente Donald Trump anunciou uma mudança estratégica importante: ao invés de focar apenas ameaças externas, ele declarou que o país enfrenta “uma invasão vinda de dentro” e que as cidades americanas deveriam funcionar como “campos de treinamento” para as tropas.

O encontro, realizado nos arredores de Washington, contou com a promoção explícita da chamada “Cultura do Macho” pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que defendeu valores militares tradicionais à custa da rejeição de agendas de diversidade.

Durante o discurso, Trump usou um tom semelhante ao de um comício político, criticando opositores democratas e evocando temas como seu tarifaço global e a decisão unilateral de renomear o Golfo do México para “Golfo da América”. Também mencionou seu incômodo com a falta de reação dos oficiais presentes.

O presidente afirmou que a maior ameaça aos Estados Unidos está dentro do país, não em potenciais adversários externos como Rússia ou China, ao destacar que os inimigos internos não usam uniformes, tornando-os mais difíceis de identificar.

Trump não especificou quem seriam esses “inimigos internos”, mas já os associou em ocasiões anteriores a organizações como o Antifa, imigrantes e grupos criminosos.

O presidente sinalizou que pretende aumentar a presença militar em áreas urbanas, citando cidades como Washington, Los Angeles e Chicago, esta última comandada por um governador que classificou como incompetente. Ele defendeu o uso de algumas dessas cidades como locais de treinamento para as Forças Armadas e a Guarda Nacional, visando combater a insegurança urbana.

Sem a oposição que enfrentou em seu primeiro mandato, Trump aposta na militarização interna como um pilar do seu governo, privilegiando ações de segurança pública e controle migratório, como ocorrido em Washington e Los Angeles.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, criticou a ausência da “Cultura do Macho” no Exército, afirmando que é inaceitável ver oficiais fisicamente fora dos padrões e condenando políticas relacionadas a justiça social e diversidade. Ele ressaltou que nas unidades de combate os padrões devem ser rigorosos e sugeriu que aqueles que discordam deveriam pedir demissão.

O encontro foi uma demonstração clara do alinhamento do Pentágono às ideias do governo Trump, refletindo uma orientação mais agressiva e interna nas próximas políticas de defesa e segurança nacional.

Créditos: O Globo

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