Trump publica imagem como presidente interino da Venezuela após intervenção dos EUA
Donald Trump postou nas redes sociais uma imagem que o identifica como “presidente interino da Venezuela”, em um cenário de intervenção militar dos Estados Unidos no país sul-americano. A postagem ocorre enquanto Trump intensifica sua postura contra Cuba, anunciando que a ilha deixará de receber recursos provenientes da Venezuela.
Na imagem compartilhada, há uma ficha biográfica com foto oficial, datas e cargos atribuídos a Trump, associando-o simbolicamente ao comando da Venezuela. Essa ação foi realizada mais de uma semana depois que os EUA efetuaram uma intervenção militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Durante uma entrevista ao New York Times, Trump afirmou que seu poder como comandante-em-chefe está limitado apenas por sua “própria moralidade”, desconsiderando o direito internacional e outras barreiras ao uso da força militar contra nações. Ele destacou sua liberdade de ação: “Minha própria moralidade. Minha própria mente. É a única coisa que pode me impedir. Não preciso do direito internacional. Não quero ferir ninguém.”
Trump também detalhou seus planos para administrar a Venezuela e explorar suas reservas petrolíferas por um período indeterminado. Ele declarou que o governo interino venezuelano, composto por aliados de Maduro, estaria cooperando com os EUA. Questionado sobre a duração dessa supervisão, Trump disse: “Só o tempo dirá”, e indicou que a política dos EUA se mantém sob permanente ameaça de ação militar.
Autoridades americanas afirmaram que os EUA planejam controlar a venda do petróleo venezuelano por tempo indefinido, conforme plano apresentado pelo secretário de Estado Marco Rubio ao Congresso. Enquanto parte dos parlamentares republicanos apoia o governo, democratas alertam para o risco de intervenção prolongada sem base legal clara.
Trump evitou definir um prazo para a permanência dos EUA como administradores da Venezuela, indicando que poderia ser “muito mais tempo” do que meses ou um ano. Ele não se comprometeu com uma data para eleições no país nem esclareceu o reconhecimento da vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez como líder, em detrimento da opositora María Corina, vencedora de uma eleição em 2024 e laureada com o Nobel da Paz.
O presidente dos EUA afirmou que mantém comunicação constante com Delcy Rodríguez por meio do secretário Marco Rubio, e reafirmou que aliados de Maduro seguem cooperando com Washington. Contudo, não comentou sobre o diplomata Edmundo González Urrutia, reconhecido internacionalmente como vencedor da eleição presidencial venezuelana de 2024.
Estas informações foram compiladas por O Globo com contribuições do New York Times.
Créditos: O Globo