Trump reafirma intenção de tomar Groenlândia apesar de rejeição
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que pretende “tomar” a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Segundo ele, caso os EUA não assumam o controle, Rússia ou China o farão.
A declaração ocorreu após uma reunião sobre a exploração de petróleo na Venezuela. Apesar de descartar, por enquanto, a compra da ilha, o governo dos EUA estuda pagar até R$ 530 mil por habitante da Groenlândia que apoiar a anexação, conforme informa a agência Reuters.
Trump enfatizou que a Groenlândia fará parte dos Estados Unidos “de qualquer jeito”, seja “do jeito fácil ou difícil”. Inicialmente, a intenção é estabelecer um acordo sobre a ilha. O vice-presidente JD Vance também defendeu que a Europa leve a ameaça a sério.
Por sua vez, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, pediu o fim das ameaças, enquanto a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, considerou absurda a tentativa de anexação.
Autoridades europeias ressaltam que EUA e Dinamarca são aliados na Otan, o que implica uma parceria em defesa mútua, e criticam a postura hostil.
A União Europeia também demonstrou apoio à independência da Groenlândia, com a porta-voz Anitta Hipper afirmando que defenderá soberania nacional, integridade territorial e inviolabilidade das fronteiras.
A Casa Branca segue analisando uma possível compra da ilha, conforme declarou a secretária de imprensa Karoline Leavitt. Trump justificou o interesse estratégico, afirmando que a Groenlândia é necessária para a segurança nacional dos EUA.
A ilha Abriga desde 1951 a Base Aérea de Thule, a instalação militar americana mais ao norte do planeta, fundamental para monitoramento, defesa antimísseis e vigilância do espaço aéreo no hemisfério norte.
Além disso, a Groenlândia possui reservas de minerais críticos para a indústria tecnológica e militar, cujo controle atualmente está amplamente nas mãos da China, aumentando o interesse dos Estados Unidos pela região.
Créditos: UOL Notícias