Política
17:02

Valdemar Costa Neto admite planejamento de golpe e gera reação de bolsonaristas

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu a existência de um “planejamento de golpe” no Brasil após as eleições de 2022, mas negou a ocorrência de crime. A declaração foi feita durante um evento no sábado (13), em Itu, São Paulo, ao lado de governadores bolsonaristas e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

Valdemar classificou os atos de 8 de janeiro como promovidos por “um bando de pé de chinelo” e suas declarações geraram críticas entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente. No Brasil a lei diz o seguinte: ‘se você planejar um assassinato, mas não fez nada, não tentou, não é crime’. O golpe não foi crime”, afirmou ele.

O dirigente do PL também criticou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha incluído os ataques do dia 8 de janeiro na chamada trama golpista.

“O grande problema nosso é que teve aquela bagunça no 8 de Janeiro e o Supremo diz que aquilo foi golpe. Olha só, que absurdo, camarada com pedaço de pau, um bando de pé de chinelo quebrando lá na frente e eles falam que aquilo é golpe”, declarou Valdemar.

Apesar de considerar a decisão do STF exagerada, Valdemar afirmou que ela “deve ser respeitada”.

As declarações de Valdemar provocaram reação negativa entre bolsonaristas. A deputada federal catarinense Carol de Toni (PL) publicou um vídeo negando que tenha havido golpe nos ataques aos prédios públicos em Brasília, sem citar diretamente o presidente do partido. “Não houve golpe em 8 de janeiro. O que existe é uma narrativa criada para perseguir Bolsonaro e criminalizar a direita”, disse.

O bolsonarista Paulo Figueiredo, dos Estados Unidos, republicou uma matéria sobre as falas de Valdemar, afirmando: “Como eu sempre digo, não estamos nesta m* de dar gosto à toa”. O ex-ministro e advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, também criticou o presidente do PL em uma postagem na rede social X, afirmando: “Não é possível mais ouvirmos e nos calarmos. Chega”.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe após as eleições de 2022. Além dele, outros sete réus do núcleo central, entre militares e ex-ministros, receberam penas que variam de dois a 26 anos de prisão.

Créditos: NSC Total

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