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Venezuela liberta ex-candidato presidencial Enrique Márquez em gesto de pacificação

O ex-candidato da oposição venezuelana Enrique Márquez foi solto na quinta-feira (8.jan.2026), após meses de detenção pelo governo do país. Márquez concorreu nas eleições presidenciais de 2024, cujos resultados não foram aceitos por boa parte da comunidade internacional.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o reencontro de Márquez com sua esposa. Ao seu lado estava Biagio Pilieri, opositor ligado a María Corina Machado, que também saiu da prisão.

A libertação de Márquez fez parte de um movimento mais amplo anunciado no mesmo dia pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez (PSUV, esquerda). Ele declarou que o governo autorizou a libertação de um “número significativo” de detidos venezuelanos e estrangeiros, cinco dias após a captura de Nicolás Maduro pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.

Rodríguez afirmou que, para colaborar com a união nacional e a convivência pacífica, o governo bolivariano junto às instituições do Estado decidiu libertar um número expressivo de pessoas, venezuelanas e estrangeiras, e que esses processos estão em andamento. Ele ainda agradeceu ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao ex-presidente espanhol José Luis Zapatero e ao governo do Qatar pelo apoio constante ao povo venezuelano na defesa do direito à vida plena e à autodeterminação.

María Corina Machado comemorou as libertações e afirmou que elas demonstram que a injustiça não prevalecerá no país. Em mensagem de áudio publicada nas redes sociais, ela disse que este é um dia importante, pois prova que a injustiça não durará para sempre e que a verdade sempre encontrará seu caminho.

Organizações de direitos humanos estimam que a Venezuela ainda mantenha entre 800 e 1.000 prisioneiros políticos, a maioria detida por participar dos protestos após as eleições de 2024.

Créditos: Poder360

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